Análise | O Predador 2 – A Caçada Continua (1990)

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Continuando com a Semana Predador aqui na MaxConPE, seguimos com a análise da sequência direta do filme de 1987, que aqui no Brasil recebeu um subtítulo desnecessário. O filme, estrelado por Danny Glover, mudou a ambientação da caçada do Predador, da selva para a cidade, onde o tenente Mike Harrigan (Glover) lutava contra uma onda de crimes de gangues, bem ao estilo distopia dos anos 1980 e 1990.

A investigação de Harrigan começa a se complicar quando vários integrantes das gangues, que travam uma verdadeira guerra nas ruas, começam a ser brutalmente assassinados, não deixando nenhum rastro que isso pudesse ser alguma escalada do comportamento das próprias gangues. Surge então o antagonista principal, o Predador, que em seu território perfeito, escolhe os guerreiros urbanos para seus troféus, e caberá a Harrigan tentar impedir que ele próprio se torne um.

A mudança para a selva de concreto foi uma ótima escolha.

Para mim, O Predador 2 é o único que se aproxima mais da atmosfera do primeiro filme em toda a franquia Predador. O filme de 1987, em minha opinião, foi um acerto de carisma com ponto de virada no roteiro excelentes, com nada mais do que quase metade do filme dedicados não a briga dos humanos contra seu predador, mas a uma missão de resgate na selva da América Central. Só então, na volta do time da força tarefa especial é que o foco se torna a fuga das presas contra algo que nem ao menos conhecem, realmente replicando o sentimento de um animal caçado em plena selva.

A sequência de 1990, que foi dirigida pelo jamaicano Stephen Hopkins, tentou seguir pela mesma linha, com os primeiros momentos do filme dedicados a Harrigan e à guerra civil que se alastra pela cidade de Los Angeles. O Predador vai aparecendo aos poucos, crescendo, as mortes, tais quais no primeiro filme, são primeiro de pessoas que são pegas na caçada do guerreiro espacial, envoltas em mistério, para só então o embate principal, entre Harrigan e a criatura terem vez.

Um final cheio de fan service.

Além disso, a tensão de não saber realmente se o protagonista vai sobreviver, como no primeiro filme com Schwarzenegger, também são um ponto alto do filme.

Talvez por Danny Glover, mesmo vivendo um alto momento em sua carreira, depois de Máquina Mortífera e A Cor Púrpura, não ter o mesmo carisma para filmes de ação que Arnold tenha feito com que o filme não fosse tão bem recebido na época, ainda por que a bilheteria atingida, de 57 milhões, foi bem inferior aos 98 milhões do primeiro filme. Contudo, O Predador 2 – A Caçada Continua foi crescendo com o tempo e acabou virando um clássico cult entre os fãs da franquia, ganhando até mesmos uma sequência direta, com Predadores (2010) e hoje é considerado um dos melhores filmes quando o assunto trata de O Predador.

Ah, vale dizer que esse foi o primeiro filme a expandir a mitologia do caçador do espaço com a franquia Alien, com um final que foi digno de um fan service de qualidade.

Esperamos que o novo filme O Predador, que chega hoje, 13 de setembro, tenha procurado manter a mesma essência desse filme e do primeiro, por que aí, pode ser realmente que a franquia ressuscite e volte ao primeiro prêmio da prateleira de caça, que há muito tempo deveria ser seu.

Nota:

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