Cinco ótimas adaptações do cinema para os videogames

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Jogadores de longa data já estão cientes de uma regra primordial: Se um título é baseado em algum sucesso de bilheteria é sempre bom ficar com os dois pés para trás, e o por que disso? Sempre que um estúdio ou uma empresa de renome encomenda ou financia uma produção para os consoles baseado em umlonga que está para entrar em cartaz, acaba gerando receitas extremamente desastrosas ou tediosamente genéricas, o mesmo também ocorre com séries de TV animadas ou com atores reais. E tudo por conta que os responsáveis por investir nesses projetos dão o mesmo tratamento que é dado à linhas de brinquedos, roupas e demais merchandisings, o que para os estúdios que produzem esses jogos se torna sinônimo de um curto prazo de produção e pouco investimento financeiro, resultando então em uma mercadoria de 5° categoria.

Mas regras também possuem suas exceções que originaram ótimos títulos tão divertidos quanto o trabalho que lhes trouxeram a vida, e aqui lhe daremos estes 5 exemplos de adaptações das telonas de cinema para os consoles que estão totalmente longe de serem um fiasco.

007 Goldeneye, Nintendo 64 (1997)

O Nintendo 64 foi a casa favorita para os fãs de jogos multiplayer e principalmente para os fãs dos jogos de tiro em primeira pessoa, e justamente abrimos nossa lista com o responsável por popularizar esse gênero. 007 Goldeneye foi o título que trouxe para a época uma experiência refinada dos FPSs para os videogames domésticos graças à quantidade de botões e a inclusão da alavanca analógica no gamepad do N64. O longa exibido nos cinemas em 1995 tendo o ator Pierce Brosnan no papel do espião britânico criado por Ian Fleming, só viria receber sua adaptação exclusiva para o consoles da Nintendo dois anos depois pelas mãos da Rare Ware, o estúdio britânico por trás de marcas como Killer Instinct, Banjo-Kazooie/Tooie, o infame Conker’s Bad Fur Day, Jet Force Gemini além de ter produzido jogos memoráveis com grandes marcas da Nintendo como foi o caso da trilogia Donkey Kong Country, Donkey Kong 64 e Star Fox: Adventures.

007 Goldeneye é muito lembrado pela sua campanha quase que fiel ao filme, tendo uma dificuldade bem dosada, um multiplayer divertidíssimo com com vários modos de jogo, diversos mapas e personagens tanto presentes originalmente na trama como personagens icônicos de outros filmes da franquia. 007 Goldeneye foi um sucesso comercial tão grande que o fez merecer um remake em 2009 para o Nintendo Wii, que fora desenvolvido pelas mãos do estúdio Eurocom e a distribuição por responsabilidade da Actvision, recebendo uma versão remasterizada em 2011 para o PlayStation 3 e Xbox 360.

Alien³, Super NES (1993)

Se há uma marca hollywoodiana que gerou diversos jogos para várias plataformas até os dias atuais foi a franquia Alien. Dirigido pelo renomado cineasta David Fincher, Alien³ (ou Alien 3) chegou aos cinemas em 1992 causando um rebuliço na crítica e em seus fãs, a discussão vai desde sobre o longa metrado ser um completo fiasco e causador do declínio da franquia, ou se Fincher acabou por produzir um clássico mal compreendido. A verdade muitos já sabem: o próprio Fincher tinha outros planos para o longa que foram modificados e interrompidos pelos engravatados da 20th Century Fox. Mas nada disso impediu que Alien³ também recebesse sua “fatia do bolo” no mercado de games (e um senhora fatia diga-se de passagem), rendendo diversos jogos para quase todas plataformas da época além de render um shooter on rail com lightguns para os arcades.

Mas sua versão para o Super NES até hoje brilha como um dos melhores jogos de ação, não só de sua plataforma mas de sua geração. O jogo foi desenvolvido e distribuído pelas finadas Probe Software e Acclaim Entertainment, que trouxeram um produto que mais assemelharia à uma adaptação de Aliens: O Resgate (1986) do que sua sequência, o jogo apesar de se ater ao enredo do filme, traz uma gameplay regada de muita munição contra xenomorphos aparecendo por todos os lados, com fases longas e repletas de objetivos, uma dificuldade progressiva que vai apertando as opções do jogador ao limite, e tudo isso com uma trilha sonora bastante similar ao trabalho do falecido compositor James Horner. Mesmo que que tenha se originado de uma produção cheia de complicações, esse é definitivamente um jogo que vale a pena ter a atenção dos fãs da espécie alienígena mais assassina da galáxia.

Batman Returns, Super NES (1993)

Muito antes seu sucesso pelas mãos do estúdio Rockysteady, o Cavaleiro das Trevas recebeu seu curto período de licença na Konami, o resultado foi um refinado beat ’em up 100% fiel ao trabalho de Tim Burton em 1992, sendo  considerado até a chegada dos jogos da série Arkham como o melhor jogo do homem morcego.

Sendo mais exato, a palavra fanservice define perfeitamente esse título, a Konami fez um trabalho de encher os olhos, se atendo aos mínimos detalhes desde os golpes e gadgets que o Batman utiliza, os vilões e capangas da trama e a sua trilha sonora emulando a assinatura do compositor Danny Elfman que são de deixar os fãs do filme impressionados com o tamanho respeito e a maturidade que os desenvolvedores tiveram ao produzir este título, é um verdadeiro tesouro para os fãs do Batman.

Disney’s Aladdin, Super NES (1993)

Se tratando das 3° e 4° gerações de consoles, a Disney foi quase um sinônimo de excelência se tratando de seus jogos nas plataformas de 8 e 16bits, em enfase aos seus títulos produzidos e publicados pela finada Virgin Interactive, SEGA e Capcom. No caso Aladdin (1992) viria receber um ano após suas estreia nos cinemas duas adaptações completamente distintas para o Super NES e SEGA Genesis, que até os dias presentes, geram discussões fervorosas sobre qual versão é melhor que a outra. No entanto, a bola irá mais uma vez para a versão do Super NES, que foi produzido e distribuído pela Capcom.

Disney’s Aladdin foi o título que daria notoriedade no mercado a ninguém menos que Shinji Mikami, criador e diretor das marcas Resident Evil e The Evil Within. O jogo traz uma dificuldade equilibrada e bem divertida com elementos de jogo simplificados, assim como nos demais jogos da Disney produzidos pela Capcom para o NES. Seus cenários divididos em fases fazem jus as cenas originais apresentas no filme, assim como sua trilha sonora que ficou muito bem “traduzida” para o console de 16bits da Nintendo. O jogo viria receber mais tarde em 2003 um port para o Game boy Advance, mas que não possuí a mesma qualidade que sua versão original.

The Mask, Super NES (1995)

Criado nas páginas de mesmo nome pelas mãos da Dark Horse Comics em 1991, O Maskára é conhecido pelo público brasileiro por sua adaptação em 1994 estrelada por Jim Carrey, que um ano após sua estréia nos cartazes, a desconhecida desenvolvedora da THQ, a Black Pearl Software, trazia ao mercado a adaptação do filme para o Super NES, conseguindo reproduzir fielmente os tons de humor e os poderes do verdão apresentados nas seções de cinema.

O jogo consiste em uma série de fases-labirintos repleto de inimigos e segredos baseados nos cenários do longa. The Mask traz uma experiência um tanto complicada para iniciantes, mas ao pegar o ritmo e entender a sua proposta de jogo, se torna uma jogatina bastante divertida e pouco frustrante.

Enfim, que existem muitos shovelwares que carregam o título de peso dos cinemas e que sequer podem ser considerados jogos, isso é um fato. Mas é sim possível encontrar com facilidade títulos dignos de suas contrapartes cinematográficas e que até hoje se mantém como títulos icônicos de suas plataformas. Próxima semana traremos mais uma vez outra lista de cinco recomendações para você que é tanto fã de um bom filme como de videogames em geral.

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