Análise | Batman e Robin (1997)

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Batman e Robin, dirigido por Joel Schumacher e lançado em 1997, ficou conhecido entre as diversas versões da franquia Batman como o mais zoado e escarnecido filme do homem-morcego. Schumacher potencializou nesse filme as características que já tinha apresentado em Batman Eternamente: humor físico, visual colorido e cartunesco, sensualidade e uma percepção absolutamente carnavalesca e infantilizada de o que é narrativa de super-herói. A bem da verdade, a proposta do diretor não é de todo descabida: os filmes de Tim Burton também apelavam para um tom cartunesco, a diferença se impunha principalmente nas cores, e diversas versões anteriores do herói, tanto nos quadrinhos quanto no audiovisual, foram mais coloridas que soturnas. Outra defesa que se pode fazer da visão de Schumacher é devido a seu comprometimento com o filme que ele deseja entregar.

Apostando numa dupla central de heróis com collants exageradamente sexualizados (incluindo mamilos que geraram polêmica), os quais eles vestem com direito a closes nas nádegas, e vilões preenchidos com um humor pastelão, o filme procura acessar a versão mais farsesca possível dos quadrinhos. A performance do elenco, geralmente competente, mas que surgem atuando de maneira propositalmente canastrona, é outro ponto condizente com a proposta. O desenvolvimento dos personagens é ralo e exagerado, mantendo os vilões sempre proferindo frases de efeito cômico bobas e pouco realistas, e sem nunca aprofundar a formação psicológica deles, aproximando dos quadrinhos mais infantis e se distanciando dos que apresentam essas personagens com alguma tridimensionalidade.

Batman e Robin é, bem mais que Batman Eternamente, a apoteose da leitura que Joel Schumacher propõe do herói. Se há algo a se elogiar no filme é o fato dele ser consistente em suas escolhas e representar a contento o conceito que ele deseja imprimir. O que se tem a criticar é o próprio conceito, que surge equivocado quando se procura comparar com os outros filmes do homem-morcego. É um Batman que mostra a que veio, mas a quê ele veio parece agradar muito poucas pessoas.

 

Nota: 

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