Análise | O Príncipe Dragão – Temporada 1

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O Príncipe Dragão se passa numa terra fictícia onde elfos e humanos estão em guerra iminente após os humanos terem assassinado o dragão que protegia a fronteira que os dividia. Criada por um dos principais roteiristas de Avatar: A Lenda de Aang, Aaron Ehasz, e do diretor do terceiro game da franquia Uncharted, Justin Richmond, a série é mais um título da leva atual de novas animações originais Netflix. A comparação com a série da Nickelodeon é inevitável, então se prepara que esse texto vai estar cheio disso.

De fato a experiência de Aaron Ehasz em Avatar: A Lenda de Aang teve uma influência enorme em O Príncipe Dragão. Desde a abertura parecidíssima, percebemos que muita coisa já vimos antes. Algumas ideias estão recicladas, como a dos elementos dos dobradores sendo representadas por outros elementos que também dão poderes e a jornada realizada por dois garotos, uma garota e uma criatura, além da divisão da série em livros. Apesar de dar uma baleada na originalidade da série, isso não chega a comprometer, pois temos um material muito bom aqui.

O visual é bem elaborado, com lindas paisagens, lembrando também os traços usados em Avatar: A Lenda de Aang (talvez mais parecido com os de A Lenda de Korra), mas os efeitos 3D na técnica de animação com baixa taxa de frames pode incomodar um pouco. Cientes disso, o criadores já anunciaram que estão repensando isso para possíveis temporadas futuras. Os personagens místicos são criados de forma bem criativa e também contribuem para o visual medieval/fantasia.

O roteiro traz momentos leves, com piadas infantis, mesclados com elementos dramáticos, assim como foi em (adivinha?) Avatar: A Lenda de Aang. A série também possui excelentes plot twists, em especial um sobre o ovo do dragão que praticamente dá início à temporada. As motivações, os conflitos internos e o carisma dos personagens mostram que O Príncipe Dragão não quer se limitar a ser uma série infantil. É muito bem elaborada, com uma criação de mundo e ambientação competentes.

Caso seja renovada, a série possui o desafio de sair da sombra de Avatar: A Lenda de Aang e seguir seu próprio rumo. Ainda assim, é possível considerar esse mais um acerto da Netflix, que vem diversificando o leque de animações em 2018 e nos presenteando com boas séries do gênero.

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