Análise | The Good Place (temporada 3 – episódio 1)

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O final da segunda temporada de The Good Place trouxe para os telespectadores o ápice da empatia com os personagens principais e revelações impressionantes acerca do futuro da narrativa. Quando Eleanor (Kristen Bell), Chidi (William Jackson Harper), Tahani (Jameela Jamil) Jianyu Li (Manny Jacinto) descobrem repetidas vezes que estão, na verdade, no bad place (o lugar ruim, “inferno” para onde são encaminhados para pagar pelos malfeitos terrenos) independentemente de quantas vezes Michael (Ted Danson) reiniciasse suas memórias, um novo plano de ação precisou ser realizado. 

Eles se reúnem, então, com a Juíza Gen (interpretada pela talentosíssima Maya Rudolph) e decidem dar uma segunda chance para as quatro almas que, de acordo com os experimentos realizados pelo demônio Michael, só não foram boas pessoas quando em vida por conta dos infortúnios aos quais foram submetidos.

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Já no plano terreno novamente, com suas memórias apagadas e sem nenhuma lembrança acerca das aventuras vividas no além-vida, observamos Eleanor tentando, a priori, depois de sua experiência de quase morte, virar uma pessoa melhor. Ao concluir, no entanto, que a bondade não traz benefícios e apenas complica o fluxo já tortuoso de vida, ela desiste de se tornar um ser humano evoluído. Michael enxerga “lá de cima” as quatro figuras de seu experimento se perdendo novamente e sucumbindo aos desastres que outrora condenaram suas existências e decide, então, interferir (ilegalmente).

Michael, após ir à terra e salvá-los dos episódios que findariam suas vidas, retorna para caminhar entre os humanos e dar conselhos para Eleanor e os demais, a fim de juntá-los (já que acredita que a única forma de terem uma pós-vida feliz é reunir os quatro para que aprendam uns com os outros).

Os dissabores da reunião dos quatro no plano terreno fazem com que o seriado continue interessante e prenda o telespectador. O novo direcionamento do plot ratifica, ainda, a ideia de que o bom e o ruim são facetas extremas, e entre elas existem inúmeras facetas dos que tentam fazer o bem apesar de continuar humanamente errando.

Uma ode aos nossos erros, nossas falhas e, em concomitância, nossas boas ações e vontade de acertar (multifacetada de acordo com o olhar individual), The Good Place vem, novamente, explorar as profundezas do que é ser humano – o que, geralmente, não é tão bonito assim, apesar de dolorosamente verdadeiro.

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