Análise | A Maldição da Residência Hill – Temporada 1

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É muito difícil encontrar bons exemplares de terror na TV. O cinema possui vários, mas quando se trata de séries, não temos muitos títulos memoráveis. A Maldição da Residência Hill veio pra mudar um pouco isso. Mostrando a vida de uma grupo de irmãos que precisam se reunir novamente após uma tragédia familiar envolvendo a antiga casa em que moravam na infância.

A série é bem sucedida ao representar o gênero, com cenas assustadoras, jump scares (tem quem goste) e uma atmosfera bastante sombria, mas também é um ótimo exemplar entre os dramas familiares. O roteiro não é a coisa mais brilhante que você vai ver, inclusive recorrendo várias vezes a clichês do gênero, porém é inegável que há um bom uso dos personagens e a relação entre eles. Aquela família passa de fato a ideia de uma família quebrada por um trauma, tanto como um todo quanto individualmente. Esse mix de terror com drama familiar lembra muito o que o filme Hereditário apresentou com maestria esse ano.

Se o roteiro não pode ser chamado de brilhante, o mesmo não pode ser dito sobre a direção, que é o maior destaque da série. O responsável é Mike Flanagan, que não só é o criador da série, como também dirige todos os episódios. A carreira de Flanagan é mais pautada na edição do que na direção, mas ele já dirigiu ótimos filmes como Hush: A Morte Ouve, Ouija: A Origem do Mal e mais recentemente Jogo Perigoso, uma boa e criativa adaptação da obra de Stephen King para a Netflix. Sua experiência como editor foi um fator de sucesso aqui. Em especial no sexto episódio, Two Storms, que é uma montagem soberba de longos planos-sequência, é visível a competência por trás das câmeras.

A temporada não deixa ganchos para o futuro, portanto ainda não se sabe se haverão outras temporadas da série. No mais, os dez episódios estão disponíveis na Netflix e são uma excelente maratona para o halloween.

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