Análise| Halloween- A noite do Terror (1978)

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Na noite de 31 de outubro de 1963 na pequena cidade de Haddonfield, Michael Myers, um garoto de apenas 6 anos, mata a facadas sua irmã mais velha. Quinze anos mais tarde o psicopata escapar do manicômio onde foi mantido e retorna para sua cidade natal para terminar o que começou no dia das bruxas.

 

Vocês não fazem ideia da nostalgia que estou sentindo em escrever sobre esse filme. De todos os psicopatas do mundo do cinema, Michael é o meu favorito desde garoto. O primeiro contato que tive com os filmes do Halloween foi por volta dos 12 anos e foi através do 4º e do 5º filme da franquia, que na minha opinião estão entre os melhores.  Mas como estamos prestes a presenciar a reinvenção desta obra de arte do terror, que irá ignorar todas as suas continuações e partir do principio que somente os eventos ocorridos em Halloween- A Noite do Terror (1978) são válidos, vamos focar em seu inicio.

Talvez você não saiba mas Halloween é baseado em um evento real do qual John Carpenter presenciou. Mas calma que o tio explica, não é nenhum assassino como Myers não. Carpenter se inspirou em um garoto que estava se tratando em um hospital psiquiátrico. Por uma das janelas da ala médica, o garoto o encarava e para John, parecia um “olhar psicopata”. Com uma certa experiência em filmes de terror na época, Carpenter resolveu bolar um roteiro e assim nasceu Michael Myers. O filme foi gravado em 21 dias, durante a primavera de 1978, e como o orçamento era baixo, aproximadamente US$ 325 mil, o tempo era um fator muito importante e por essas razões, a máscara usada para esconder o rosto de Michael Myers foi a mais barata encontrada numa loja próximo ao local de filmagem. A máscara que hoje é um ícone do terror custou…. US$ 2 dólares rsrs. A máscara em questão era a mesma usada por William Shatner no filme The Devil’s Rain. Claro que alterações foram feitas, como pintar de branco, modificações nos olhos e cabelos retirados. Pra se ter uma vaga ideia do quão importante era economizar, os atores tiveram que as próprias roupas na produção do longa.

Mas tudo conspirava para o sucesso absoluto! Jamie Lee Curtis foi escalada para trabalhar no filme, era a primeira vez em que Lee atuava em um longa na vida. A publicidade em torno da atriz de 19 anos na época, era muito grande. Isso porque  sua mãe é ninguém menos que Janet Leigh, atriz que viveu Marion Crane no filme Psicose de 1960, logo, publicidade de graça foi o que não faltou em torno do filme. Lee interpretaria Laurie Strode, irmã caçula do assassino. O nome da personagem foi escolhido pela produtora Debra Hill, e segundo ela, esse nome é da primeira namorada de Carpenter. Já o nome de Myers, o assassino foi escolhido pelo próprio Carpenter que resolveu fazer uma homenagem ao distribuidor europeu de seu filme anterior Assalto à 13ªDP (1976). Curiosamente Lee odiava filmes de terror, e o gênero foi o que a tornou mais famosa, chegando a ganhar o título de rainha do grito (Scream Queen) por ter gritado tantas vezes em suas respectivas continuações.

Donald Pleasence que viveu o Doutor Loomis, herói do filme, recebeu o cache de US$ 20 mil por cinco dias de trabalho. Outros foram cogitados por Carpenter: Peter Cushing (Star Wars) e Christopher Lee, mas ambos recusaram. Na época, Lee disse que foi o maior erro de sua carreira (por que sera?). Pleasence admitiu ter aceitado o papel por conta de sua filha, que era música e e adorou a trilha sonora composta por Carpenter para Assalto à 13ªDP. Obviamente a participação do ator caiu no gosto do publico e o mesmo reprisou seu papel outras quatro vezes na franquia. O titulo quase foi mudado para Os Assassinatos das babás (The Babysitter Murders) no roteiro original de Carpenter e Debra Hill e as atrocidades cometidas pelo bicho papão seriam mais recorrentes, durariam mais dias e não numa única noite de halloween. Se você assistir sozinho e sem interrupções (amigos gritando ao redor, mensagens no whatsapp ou seja, sem interrupções mesmo!) vai notar o quanto Halloween é assustador. Pode lhe parecer fraco para os dias atuais, mas esse foi o percursor de muitas outras franquias no estilo  Slasher.  Para que você tenha uma vaga ideia do quanto essa obra prima foi assustadora, o crítico Gene Siskel, revelou numa entrevista em 1996 que Halloween era um dos filmes mais assustadores que ele já tinha visto. Disse também que ficou tão impactado que após o sair do cinema, tomou um táxi pra casa, mesmo morando algumas quadras próximo ao cinema. E que ao chegar em casa, foi direto para o banheiro puxar a cortina para ver se tinha alguém a espreita. Já viu algum filme que te deixou assim?

Sucesso indiscutível e absoluto, Halloween arrecadou US$70 milhões ao redor do mundo, 40 milhões somente nos Estados Unidos. Foi o longa independente mais rentável da história, perdendo o posto anos depois para A bruxa de Blair de 1999. E ai? Também curte a franquia e o assassino Michael Myers? Já conferiu como tudo começou antes de dar aquele pulo no cinema para ver o lançamento de 2018? Comenta aqui em baixo o que você acha do filme e suas observações sobre o que mais gosta em Myers.

 

Nota: 

 

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