Análise | Johnny English 3.0

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A espionagem é quase um subgênero da indústria do cinema. São inúmeras as franquias, adaptações e histórias originais que flertam com esse estilo de narrativa, sempre cheia de reviravoltas, cenas de ação, glamour e objetos altamente tecnológicos de espionagem. Indo além desse cenário, é óbvio que existem derivações no gênero. A comédia sempre gostou de fazer paródias de filmes de espião, seja para criar histórias mais leves para crianças, adolescentes ou até mesmo adultos. Johnny English é um exemplo de uma franquia desse tipo.

Seu primeiro filme foi lançado em 2003 (Johnny English), ganhando uma sequência em 2011 (O Retorno de Johnny English) e agora, em 2018, um terceiro capítulo intitulado Johnny English 3.0. A história gira em torno do agente secreto que dá nome ao longa e funciona como uma grande homenagem cômica à franquia James Bond e seus derivados. Nesse novo filme, Johnny English está afastado do serviço secreto britânico, dando aulas em uma escola particular inglesa. Quando todos os agentes secretos da rainha são expostos por um ataque cibernético, Johnny é convocado para descobrir quem está por trás do atentado e qual seu objetivo.

O roteiro é bem simples e previsível. Não espere uma trama de espionagem extremamente inteligente e com a densidade de um filme de 007. A proposta não é essa. Ao simplificar sua história, o filme mostra ao telespectador que seu objetivo é divertir. A história usa e abusa de situações absurdas, onde o non-sense do protagonista acaba sendo sua principal arma como agente secreto. O carisma e a presença de Rowan Atkinson, o nosso querido Mr. Bean, são o carro chefe do longa, que aposta em seu humor mais clássico, físico e cheio de pastelões e gags bem caricatas.

Apesar de não trazer um humor mais moderno e se colocar na zona de conforto de comédias típicas do anos 90 (auge de Mr. Bean), o filme não faz feio em divertir seu público. É o tipo de longa metragem que se dá bem exatamente por cumprir aquilo que ele propõe a ser: uma comédia clichê e pastelão sobre espionagem. E não há nada de errado nisso. É muito divertido ver as peripécias de English em um mundo claramente muito mais avançado tecnologicamente que sua mente.

Leve, divertido e despretensioso, Johnny English funciona muito bem como uma homenagem aos clássicos filmes de espionagem da indústria enquanto diverte seu público com o carisma de seu protagonista. Quem for ao cinema ciente dessas características, com certeza sairá da sessão com um sorriso leve no rosto e sem arrependimentos pela aposta em um filme do gênero.

Nota:

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