Análise | Planeta dos Macacos – A Guerra

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A franquia Planeta dos macacos sempre abordou a humanidade e sua decadência, usando temas como escravidão, preconceito e guerra. Planeta dos macacos – a guerra não foge à regra,justamente quando passamos por um período delicado devido à iminência de um conflito entre EUA e Coreia do Norte. Na terceira parte da trilogia iniciada em 2011, o sonho de César (interpretado novamente por Andy Serkis) de ter um convívio pacífico com os humanos torna-se mais distante após uma investida do Coronel (Woody Harrelson, ótimo como sempre) contra seu bando. Tomado pelo ódio e cansaço, César teme que Koba, causador de todos os problemas do filme anterior, estivesse certo: a paz só vem através da violência.

Serkis é a alma do filme. Sentimos não somente a dor e tristeza de seu personagem como também suas esperanças, tamanha dedicação do ator especialista em atuação com captura de movimentos. Outros destaques ficam para Steve Zahn como o carismático alívio cômico Macaco Mau e a fofa Amiah Miller, interprete de uma personagem que remete ao filme original de 1968. Os efeitos especiais são um deleite, evoluindo a cada produção e em nenhum momento pensamos que aqueles macacos não são reais. A empresa Weta realiza aqui seu filme mais bem trabalhado. E a trilha sonora composta por Michael Giacchino é, desde já, uma obra prima que manipula nossas emoções com perfeição.

Possuir Matt Reeves como diretor talvez seja o maior acerto da Fox. Vindo de uma sucessão de filmes bons (Cloverfield – monstro e Planeta dos macacos – o confronto), Reeves comanda cenas de ação e dramáticas com a mesma maestria e pulso firme, nos deixando ansiosos pelo seu próximo projeto, The Batman.

Planeta dos macacos – a guerra encerra a saga de forma perfeita e, em tempos de guerras e tensões raciais e religiosas mundo afora,oferece bastantes reflexões. Entre elas, a de que um blockbuster ainda pode oferecer algo memorável e empolgante.

Nota: 

 

2 thoughts on “Análise | Planeta dos Macacos – A Guerra

  • 15 de August de 2018 at 13:31
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    O homem é mostrado como um sujeito sem escrúpulos, desesperado pela própria sobrevivência e capaz de cercear a vida até de seus entes queridos, caso necessário. Eu amo os filmes como este, também recomendo assistir Professor Marston e as Mulheres Maravilha, este filme é um dos melhores filmes lançados em 2017 que estreou o ano passado. É impossível não se deixar levar pelo ritmo da historia. Amei que fez possível a empatia com os seus personagens em cada uma das situações. Sem dúvida a veria novamente, achei um filme ideal para se divertir e descansar do louco ritmo da semana.

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