Stranger Things: as influências literárias da série

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Para se preparar para a estreia da segunda temporada, preparamos uma lista horripilante de livros que influenciaram a série da Netflix

Stranger Things é uma das maiores surpresas do poder do boca a boca dos últimos tempos. A série, que hoje é um sucesso com direito até a presenças inusitadas em seus teasers de divulgação, começou sem nenhum brilho e tomou o coração de uma legião de fãs. Isso graças não só ao enredo dos irmãos Duffer, mas ao tom de nostalgia com os filmes e séries dos anos 1980. Com a estreia da tão aguardada segunda temporada chegando amanhã, outra influência muito forte da série se faz notar e é, em certa medida, tão aguardada quanto: a referência literária da série.

 

Para preparar você e treinar seus olhos para o que pode acontecer amanhã, listamos algumas das principais obras de literatura que permeiam o mundo de Will e os habitantes da cidade de Hawkings.

 

Boy’s Life (Robert Mcammon) – O livro, de 1991, conta uma história que converge com alguns pontos da série dos irmãos Duffer. Ela retrata Cory Mackenson e suas experiências por um ano de sua vida, em que completa 14 anos de idade. Mesmo que envolto em uma aura histórica, por causa do Movimento dos Direitos Civis presentes no livro – passado nos anos 1960, os acontecimentos da vida de Cory é que chamam a atenção. Começando com uma morte misteriosa, um homem é encontrado por Cory e seu pai em um carro, e o garoto passa o ano inteiro para desvendar tal crime. No meio de tudo isso, ele se depara com uma incursão dentro de uma casa misteriosa em que encontra um dente pertencente a um homem misterioso, o Velho Moses, que habita no Rio Tecumseh e que é dito vive em uma espécie de outro mundo, levando alguns habitantes com ele. Em outro momento, Cory e o filho de uma amiga de sua mãe são atacados por uma criatura misteriosa, que se revela um tricerátops. Ainda há os momentos andando de bicicleta com os amigos e um doutor maquiavélico com motivações nebulosas. Lembra alguma coisa?

 

Summer of Night (Dan Simmons) – As literaturas que inspiraram Stranger Things têm algo em comum: histórias de descobrimento na adolescência são o pano de fundo principal delas. Nessa história de Dan Simmons, não publicada no Brasil ainda, temos a história de Dale, Lawrence, Mike, Duane, Kev e Jim, que começam a passar por acontecimentos assustadores após o desaparecimento de um menino que frequentava a mesma escola que eles. Uma cena do livro é triste e, ao mesmo tempo, assustadora de verdade, em que até um cachorro morre de susto com uma criatura ameaçadora que surge de cima de um caminhão. O próprio Stephen King comparou a ambientação e a temática de Summer of the Night ao seu IT – a coisa, que acaba de chegar em remake aos cinemas. O que nos leva direto à terceira influência dos Duffers dessa lista, talvez a mais célebre.

 

 

Stephen King – Não colocamos uma obra do escritor, pois a influência de King em Stranger Things começa a partir da abertura. Aquele letreiro em neon utiliza a fonte Benguiat, que ilustrou a capa de vários dos livros de King na década de 1980. Os próprios Duffers admitiram que vários dos livros de King foram enviados para o design do nome da abertura. Passamos pelo já citado It, tendo The body – que foi o título do 4º episódio da primeira temporada – também muito presente; os poderes telecinéticos de Eleven que lembram Carrie e a temática de cidade pequena, que remetem a Salem’s lot e tantos outros de King. Ele mesmo disse que assistir a Stranger Things era como assistir a uma coletânea de Stephen King – no bom sentido.

 

Nightblood (Chris Martindale) – Para fechar essa lista (há uma penca de outros livros, eu sei, mas o post precisa acabar, e após a segunda temporada a gente volta com uma continuação) temos uma referência mais sútil. O plot principal conta a história do veterano do Vietnã Chris Stiles, que enfrenta vampiros de cidade em cidade, guiado pelo fantasma de seu falecido irmão. Mas há um arco paralelo nesse livro que remete diretamente ao clima de garotos e experiências da adolescência, que é a essência de Stranger Things, que é o conflito de Bart e seu irmão Del em uma aposta de 50 dólares (irreal, já que a história se passa na década de 1970, 1980, mas…) contra os bullies do bairro. É, na minha opinião, o pior livro da lista, mas as similaridades de Del com o Will são o que justificam a presença do livro de T. Martindale nessa lista.

Agora, é aquecer e esperar a estreia amanhã, de Stranger Things pela Netflix. Se as influências continuarem tão boas quanto essas, teremos algo ainda mais instigante na série dos irmãos Duffer, e com certeza, voltaremos para uma segunda temporada dessa lista.

Confira abaixo algumas imagens da série e de algumas capas de livros que influenciaram os roteiristas na construção da cidade de Hawkings.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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