Análise | American Horror Story: Roanoke

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American Horror Story: Roanoke é a sexta temporada da série antológica criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk e mostra, a princípio, um casal que se muda para uma casa afastada da civilização, onde acontecem coisas um tanto bizarras e assustadoras. Repleta de metalinguagem, Roanoke é mostrada como um tipo de documentário, onde atores representando os personagens “reais” dão depoimentos enquanto é mostrada as dramatização do que está sendo contado interpretada por outros atores. Com o passar da temporada a narrativa vai se alterando e é aí que está o diferencial.

É muito comum na série, que atualmente está em sua sétima temporada, começar muito bem e ir se perdendo ao longo do caminho, mas isso não acontece em Roanoke. Graças ao ritmo e a mudança de foco através da metalinguagem na segunda metade, a temporada se torna bastante sólida, sem passar a ideia de que está se esticando demais, o que acontece com a maioria das temporadas de American Horror Story.

Muito bem dirigida e criativa, Roanoke é um exemplo de como se faz terror para a TV, um gênero que dificilmente dá certo nesse formato. O extenso elenco também colabora bastante, uma marca registrada em American Horror Story, trazendo de volta os nomes já carimbados de Kathy Bates, Lily Rabe, Sarah Paulson (menos histérica do que gostaríamos), Angela Basset, Denis O’Hare, entre outros. A ideia de fazer referências a temporadas anteriores também foi um acerto, com destaque ao mind-blowing crossover com Asylum no final da série.

No mais, American Horror Story: Roanoke é uma excelente escolha de maratona para o halloween (e qualquer época do ano). Ryan Murphy sabe trabalhar muito bem com clichês e não é diferente com essa série. A temporada está disponível juntamente com as demais no serviço de streaming Fox Play para assinantes Fox Premium.

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