Análise | Em Busca de Vingança

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O ator Arnold Schwarzenergger é um dos maiores nomes do cinema de ação e isso é inegável.  Com filmes como Comando para Matar, O Exterminador do Futuro e O Predador, ele se firmou como um grande nome na indústria e garantia de boa bilheteria. Seu “talento” também era notável no gênero comédia: Irmãos Gêmeos e Um Tira no Jardim de Infância, grandes sucessos, são provas disso. Mas, após um recesso na carreira para se dedicar à política e um escândalo envolvendo adultério, seu retorno ao cinema não obteve os resultados de outrora. Com exceção da franquia Os Mercenários, onde possui um papel pequeno, seus filmes afundaram nas bilheterias. Arnie resolveu então se aventurar no suspense dramático Maggie: A Transformação e, apesar de suas limitações, foi elogiado, o que provavelmente o encorajou a seguir em frente nesse gênero. Afinal, se Sylvester Stallone conseguiu comover o público (e a academia) em Creed: Nascido para Lutar, por que Schwarzenneger não consegue?

Seu mais novo trabalho possui o genérico título Em Busca de Vingança, uma descarada e preguiçosa tentativa de fazer o público pensar que assistirá a mais um filme explosivo com frases de efeitos em vez de um drama carregado de sofrimento. Schwarzenneger interpreta Roman, um mestre de obras que perde a esposa e filha (Maggie Grace, de Busca Implacável) em um trágico acidente aéreo. Sua vida passa a ser permeada por uma depressão imensa. Em paralelo, a trama também foca em Jake (Scoot McNairy, de Sem Escalas), o controlador de voo responsável pelo acidente, resultado de um descuido. assim como Roman perdeu sua família no desastre, Jake também se vê privado da sua, à medida que a culpa o consome e a constante cobertura da mídia em cima dele o afasta de todos.

 

Em Busca de Vingança possui um roteiro simples e objetivo, carregado de culpa e luto. O espectador compra a dor dos personagens, principalmente a de Jake, visto que seu arco tem maior destaque e devido ao bom desempenho de McNairy. Schwarzenegger se esforça, mesmo que suas tentativas de comover se limitem a caras e bocas, mas já é muito para o ator. O roteiro de Javier Gullón (O Homem Duplicado) ainda traz algumas surpresas e um final inesperado. A direção fica por conta de Elliott Lester, de Nightingale, que faz uma trabalho correto e a produção conta com o cultudado cineasta Darren Aronofsky (de Cisne Negro e do recente mãe!), além de Schwarzenegger.

Responsável por trazer várias pessoas para o mundo do cinema através de  seus filmes escapistas, Schwarzenegger merece nossa torcida nessa sua nova empreitada na carreira e a esperança de melhores atuações dramáticas (até Van Damme já recebeu elogios por JCVD). Que essa sua nova veia traga bons desempenhos nos vindouros A Lenda de Conan e O Exterminador do Futuro 6.

Nota:

 

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