Análise | Stranger Things – Temporada 2

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Após pouco mais de um ano da primeira temporada, Stranger Things está de volta, dessa vez com um episódio a mais. Todos os aspectos técnicos estão igualmente impecáveis na construção de ambiente e todas as referências e homenagens aos anos 80 estão de volta. Quanto a isso não há nada de muito destaque em relação ao que já foi exibido, com exceção dos efeitos visuais, que devem ter recebido um orçamento mais generoso e estão sim superiores aos da primeira temporada.

Começando pela nossa pequena monstrinha Eleven, se por um lado achei sensacional sua relação com o Hopper, o que trouxe uma química excelente entre Millie Bobby Brown e David Harbour no início da temporada, por outro lado isso custou um distanciamento da personagem com os demais, o que foi resolvido muito tarde, lá no final da temporada. Ainda houve o controverso episódio The Lost Sister, que apesar de servir para o desenvolvimento do arco da Eleven (e talvez de uma próxima temporada), teve alguns problemas incômodos, como a ausência de motivação para os amigos da tal irmã perdida estarem seguindo seu plano de vingança. Além disso, foi um episódio muito desconectado dos demais, podendo ter sido diluído em algumas partes ao longo da temporada. Somando isso tudo à cena desnecessária de ciúmes com a Max, ficou um pouco complicado se manter satisfeito até o final.

A busca por Will Byers na primeira temporada foi um combustível melhor do que o que foi escolhido para guiar a segunda. Assim como a nova trama, os novos personagens não renderam o quanto deveriam e novamente o que moveu Stranger Things foi o ótimo elenco, ainda melhores que na temporada anterior. Vale destacar Noah Schnapp que aproveitou ao máximo o espaço maior que Will Byers teve nessa temporada e fez um trabalho incrível. Fiquem de olho nesse rapaz para a próxima temporada de premiações.

Não poderia deixar de citar o sempre ótimo Gaten Matarazzo, que estava muito bem ao lado do Joe Keery, rendendo bons momentos Dustin & Steve. É uma pena que deixaram Karen Wheeler sobrando entre a amarração de pontas da morte da Barb e da cena final com o Dustin. A Joyce na temporada também deixou Winona Ryder subutilizada e foi lamentável escalarem o Sean Astin para seu personagem morrer tão de qualquer jeito.

No mais, foi uma temporada acima da média, ainda que um pouco inferior à primeira. Tentaram refazer o lance das letras com as lâmpadas no mapa desenhado por Will, mas não rolou. O carisma do elenco e a amizade entre os personagens ainda acrescentam bastante à série que ainda é algo além do que referências gratuitas aos anos 80. Pode não ter sido uma grande temporada, mas foi o suficiente para manter a gente esperando por mais um ano.

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