Análise | American Horror Story: Cult

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Bastante contemporânea, a sétima temporada da antologia American Horror Story abre mão da fantasia pela primeira vez na série e foca num culto formado por extremistas após a vitória de Donald Trump nas eleições dos EUA. A temporada traz o elenco já conhecido da série, com a adição de nomes como Alison Pill. Todos os episódios estão disponíveis no Fox Play.

O piloto de American Horror Story: Cult é ousado, provocador, criativo e traz uma Sarah Paulson ainda mais histérica, ou seja, meu piloto favorito de toda a série. O episódio também abre um caminho promissor para a temporada, levantando discussões fortes num plano de fundo assustador. Infelizmente, o roteiro não soube aproveitar a oportunidade e se perdeu completamente com o passar dos episódios, mudando o foco da narrativa inúmeras vezes, em sua maioria praticamente invalidando aquilo que foi proposto anteriormente.

O elenco está muito bem. É o melhor momento do Evan Peters na série, assim como da Sarah Paulson, embora sua personagem e suas fobias que só acrescentavam à série tenham sido deixados de lado em boa parte da temporada. Também foi um ótimo ano para a Adina Porter, excelente como a repórter Beverly Hope, mas nomes como Angela Bassett, Lily Rabe e Kathy Bates fizeram falta. Vale lembrar também a participação da Lena Dunham numa personagem extremamente irritante que lhe caiu como uma luva.

O forte da temporada são as questões que foram abordadas, bastante necessárias, como extremismo político, feminismo, homofobia, xenofobia e uma gama de temas atuais que merecem a discussão. Foi uma temporada que começou excelente, no tom correto, e lamentavelmente foi se tornando qualquer coisa no meio do caminho. Uma pena, pois American Horror Story: Cult tinha tudo para ser melhor do que foi.

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