Análise| O Justiceiro

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A Netflix acerta outra vez na série O Justiceiro, sua mais nova  adaptada dos quadrinhos para os fãs e os não fãs também, porque a serie agrada não somente o publico da Marvel e que gosta do personagem, mas também pessoas que buscam cenas de ação, subtramas e que enxergam a mensagem subliminar que filmes e séries assim desejam passar para ou telespectador. Seria essa a melhor série da Marvel?

A primeira vista, a série pode não agradar tanto por começar devagar, e nos confundir com muitos personagens de uma só vez e tantas histórias paralelas, mas tenha paciência, tudo fará sentido ao logo do caminho. Seis meses após os eventos apresentados na segunda temporada de Demolidor, vemos um Frank Castle (Jon Bernthal) tentando recomeçar, após se vingar dos responsáveis pela morte de sua família, agora com um novo nome, Peter Casteglione.

 

Frank não é o mesmo homem apresentado na série do demônio de Hell’s Kitchen mas isso não quer dizer que o personagem ou a série tenha sido prejudicada com a mudança no comportamento do personagem, muito pelo contrário. Bernthal nos presenteia com uma de suas melhores atuações desde Shane em The Walking Dead (claro, existem outras atuações memoráveis). É quase impossível não sentir empatia pelo personagem, sentir que todas as suas ações são justificadas, seja em momentos de fúria ou dando o seu melhor para ajudar os próximos. Berntal não só mostra o lado letal de Frank Castle, mas nos apresenta um  homem em busca de paz de espírito e que sofre constantemente a perda de sua família.

Mas o elenco não se resume somente ao ator principal, novos personagens são apresentados como dito anteriormente, personagens esses com grande importância durante toda a história como Curtis Hoyle (Jason R. Moore) responsável por um grupo de apoio a ex-soldados americanos que possuem algum tipo de trauma. Karen Page (Deborah Ann Woll)  está de volta mas não para nos lembrar de onde surgiu o justiceiro, pois a moça atua como ninguém e também tem grande importância durante a trama. Dinah Madani (Amber Rose Revah) agente da NSA que, após voltar do Afeganistão, busca o culpado pela morte de seu parceiro e que se empenha em tentar pegar Frank Castle. E muitos outros personagens que não podemos citar para não estragar a surpresa.

 

Com muita maestria, a adaptação do Justiceiro fala também sobre a questão do desarmamento,  assunto frequentemente apontada nos Estados Unidos e que divide muitas opiniões, não só lá como em outros países inclusive no nosso, e a ausência de apoio por parte do governo americano que não se preocupam com soldados que voltam completamente abalados psicologicamente dos campos de guerra.  É interessante retratar os efeitos desse trauma quando não há acompanhamento de um especialista e as consequências que isso pode causar num individuo reintroduzido na sociedade sem qualquer cuidado. É possível ver também aos poucos o nascimento de um dos maiores inimigos de Castle, mas para entender melhor o desenvolvimento desse antagonista, vocês terão que assistir a temporada completa do Justiceiro que possui uma história solida e que não deixa a desejar em nada. No mesmo nível da primeira e segunda temporada do Demolidor, a série O Justiceiro é a melhor dica de série atualmente na Netflix e vai te deixar ansioso pela segunda tempodara.

 

 

 

E você, gostou do Justiceiro? Acha que essa é a melhor série da Marvel? Deixa nos comentários o que achou da nossa analise e da nova série da Netflix

 

 

Nota: 

 

 

 

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