Análise | Master of None – Temporada 2

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Com a difícil tarefa de se destacar numa temporada de ótimas comédias, Master of None volta para seu segundo ano ainda melhor que na sua estreia. O criador da série Aziz Ansari, ótimo desde Parks and Recreation, estava mais inspirado do que nunca e o que transparece aqui é a liberdade que a Netflix oferece para que ele consiga trazer às telinhas algo que não se vê comumente.

A temporada traz episódios belíssimos filmados na Itália (em idioma italiano, inclusive), em preto e branco e até um hilário episódio que é composto boa parte por diálogos em linguagem de sinais. Não há como não perceber a maestria com que a equipe de roteiristas e diretores da temporada lidam com os episódios, e por mais que eu ame Veep, Master of None era a melhor comédia do Emmy 2017.

O premiado roteiro do episódio Thanksgiving, escrito pelo próprio Aziz Ansari e pela Lena Waithe, é um exemplo do cuidado que existe em fazer da série uma obra autoral e é visível que o que está sendo exibido ali é algo íntimo, muito além de um mero stand up comedy estendido em episódios. Por sinal, essa onda de comédias autorais vem crescendo com certo sucesso, como é o caso também de Donald Glover e sua Atlanta e Issa Rae e sua Insecure.

Descompromissada na medida certa e reflexiva no tom exato, a segunda temporada de Master of None é obrigatória para quem gosta de ver ousadia e um trabalho original bem feito. O desfecho da temporada por si só é instigador e muito bem conduzido, deixando a interpretação por conta do telespectador, o que só aumenta sua nota aqui. Não é à toa que sua aprovação pela crítica no Rotten Tomatoes está em 100%, certo?

Segundo Ansari, já existem algumas ideias para um terceiro ano, mas não é o suficiente para uma temporada completa. Enquanto isso, a primeira e a segunda estão disponíveis pela Netflix, ótimas opções para uma maratona.

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