Análise | Bright

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Não acredite fielmente nas críticas negativas sobre Bright, o mais recente lançamento da Netflix. Dirigido por David Ayer (Esquadrão Suicida), Bright é um filme que mistura diversos elementos: ação, crimes e fantasia e essa fábula é trazida para os tempos  atuais. No longa, Will Smith interpreta Scott Ward, um policial de Los Angeles que tem como parceiro Nick Jakoby interpretado pelo ator Joel Edgerton, um Orc que não é visto com bons olhos pela corporação policial da qual faz parte e nem pelo próprio parceiro por conta de eventos específicos que o filme vai se encarregar de te explicar(e nem pelos próprios Orcs também). Antes do filme começar, o espectador é apresentado a uma profecia nesse universo, mas que nem todos creem que seja verdade.

A nova produção da Netflix tem quase duas horas de duração e o enredo funciona muito bem, se você observar que o filme te entrega um universo consolidado, pronto e definido: uma fábula moderna, o que pra muitos não agradou. As críticas giram em torno de desenvolvimento de personagens, roteiro, dentre outras coisas. Mas a ação é ótima, com doses de humor até nos momentos mais tensos, o que deixa o filme muito divertido. E o desenvolvimento entre os personagens centrais acontece sim, talvez não da forma como muitos gostariam. O fato é que o filme te da a perspectiva de momentos vividos num único dia(com exceção das lembranças dos personagens principais) fazendo assim com que o espectador entenda o porque de alguns personagens não terem sido melhor aproveitados. Furo no roteiro? Sim, mas por conta disso o filme é ruim? Claro que não. É um total exagero pensar que o filme em nada agrada, muito pelo contrário, é bom sim, agrada e muito, talvez não a todos, mas com certeza tem um público que vai curtir. Talvez não seja o melhor trabalho de Ayer, mas merece sim ser conferido pois, o filme nos remete a longas consagrados como Marcados para Morrer (2012), S.W.A.T Comando Especial (2003) e Warcraft (2016) com toda a ação, euforia e emoção dos três filmes citados.

O filme tem em seu elenco os já citados acima Will Smith, Joel Edgerton (Guerreiro 2011), e conta também com a presença de Édgar Ramírez (Caçadores de Emoção 2015), Lucy Fry (Academia de vampiros 2014) e  Noomi Rapace (Onde esta Segunda? 2017). Alguns estão de parabéns, outros só não foram bem aproveitados, como é o caso de Ramírez e Fry.

Mas o filme não é só ação ou fantasia. Bright também é uma crítica ao preconceito de uma forma geral. Isso perceptível no momento em que o personagem de Will Smith conversa com sua filha nos primeiros minutos ou vendo a forma como tratam a comunidade Orc ou até na motivação da vilã interpretada por Noomi que quer restaurar “a beleza do mundo”. A atriz explicou em uma de suas entrevistas que no passado da trama, os orcs trabalhavam para os elfos, mas que o sistema de subordinação foi quebrado(entendeu agora a analogia né?). 

Com momentos de dar inveja em muitos filmes de ação por aí, Bright está disponível na Netflix. Pode não ser o melhor longa do ano produzido pelo canal de streaming mas com certeza merece ser visto.

E você? Curtiu Bright? Não gosto? Deixa aqui nos comentários o que achou do filme e da nossa analise e não deixe de conferir os vídeos promocionais de divulgação do filme aqui em baixo

 

Nota: 

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