Análise | Dark – Temporada 1

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Já acompanhei série brasileira, americana, britânica, canadense e até série colombiana, mas graças à Netflix é a primeira vez que tenho a oportunidade de assistir uma série alemã e a experiência foi incrivelmente satisfatória.

Dark é previsível o suficiente para não ser boba e imprevisível o suficiente para não ser absurda. É muito bem dosada e traz uma visão incomum sobre viagem no tempo, o que faz da série um excelente exemplar do sci fi na “TV”. O roteiro é muito bem costurado e montado com maestria, conduzindo o telespectador pelas conexões entre os personagens com pequenas descobertas ao passar dos episódios, sem soar didática, inclusive deixando alguns espaços para interpretação, que é algo extremamente valioso no gênero.

A dor causada pelos acontecimentos daquele lugar está estampada no rosto dos personagens, o que se amplifica com a fotografia sombria, uma chuva interminável e a curiosa trilha sonora, meu ponto favorito nos quesitos técnicos. Aliás, tecnicamente Dark é impecável, com todos os seus elementos promovendo a proposta da série e entregando uma produção de alto nível. Os enquadramentos perfeitos e a edição das cenas promovem uma visão completa dos cenários lindamente macabros, fruto de um trabalho digno de reconhecimento para a direção da série, realizada de forma minuciosa pelo suíço Baran bo Odar, que também é o criador da série, ao lado da alemã Jantje Friese.

A série vem recebendo o título de “Stranger Things para adultos” e até tem sim uma semelhança com a série de eleven e cia, talvez por possuir crianças entre os protagonistas e trazer os anos 80 em algumas fases, mas temos também elementos que vimos em séries como Fringe, The Leftovers e até mesmo Lost. É uma comparação válida, mas não diminuem a originalidade de Dark.

Não perca a oportunidade de adicionar essa grande série à sua watchlist. Dark é um prato cheio para teorias e já foi renovada pela Netflix para a segunda temporada. Corre e vai lá dar play.

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