Análise | Jumanji: Bem Vindo à Selva

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Lançado em 1995, Jumanji foi um estrondoso sucesso e marcou uma geração com uma trama e personagens cativantes. Ironicamente, a história do misterioso jogo de tabuleiro que, literalmente, coloca os participantes em inúmeras aventuras e enrascadas nunca teve uma continuação em mais de duas décadas. Mas Hollywood achou que era hora de mais pessoas conhecerem o mundo de Jumanji (e de encher os bolsos mais uma vez) e anunciou Jumanji: Bem Vindo à Selva, o que deixou muitos fãs com o pé para trás, ainda mais devido à ausência do saudoso Robin Williams e a notícia de que a trama seria ambientada dentro de um videogame. A contratação de Dwayne Johnson, Jack Black e outros artistas carismáticos para o elenco aumentou um pouco as esperanças de algo bom sair dali, o que acabou se realizando, já que Jumanji: Bem Vindo à Selva é diversão de primeira qualidade.

Acompanhamos agora quatro adolescentes de personalidades diferentes e que ficam de castigo na escola, limpando o depósito. Quando o nerd hipocondríaco Spencer (Alex Wolff), o atleta Fridge (Ser’Darius Blain), a fútil patricinha Bethany (Madison Iseman) e a insegura Martha (Morgan Turner) encontrar um cartucho antigo chamado Jumanji resolvem jogar e escolhem seus avatares. O que não imaginavam é que seriam transportados para dentro do jogo, onde assumem novos visuais e ganham qualidades e fraquezas, como num RPG. Agora, Spencer/Dr. Bravestone (Dwayne Johnson), Fridge/Moose Finbar (Kevin Hart), Bethany/Professor Oberon (Jack Black) e Martha/Ruby Roundhouse (Karen Gillan) precisam salvar o mundo de Jumanji da maldição imposta pelo cruel Van Pelt (Bobby Cannavale) se quiserem retornar para a realidade. Tudo que um videogame do anos 80/90 possuía está lá: as várias fases com chefões, as três barras de vida, o mercado onde se compra life, health e waeapons e o narrador dão um bem vindo tom nostálgico.

De cara, o maior acerto do longa comandado por Jake Kasdan (de Professora sem Classe e filho do veterano Lawrence Kasdan) foi a escalação o elenco que interpreta os avatares, totalmente em sintonia e que conseguem arrancar gargalhadas do público. Johnson, como é de lei, esbanja carisma e o hilário charme ardente que o Dr Barvestone exige (ver um The Rock medroso também é um acerto); a atuação de Kevin Hart não difere muito de suas anteriores, mas continua irritantemente engraçado e histérico; Karen Gillian (a Nebulosa de Guardiões da Galáxia) manda bem na porradaria e em momentos cômicos, principalmente na cena em precisa agir com sensualidade, grande problema para a jovem Martha. E que se esperar de um Jack Black, uma adolescente popular e bonita no corpo de um “coroa” obeso, senão as melhores piadas do longa? Além da atuação caricata de Cannavale, temos um surpreendente Nick Jonas (do Jonas Brothers) no papel semelhante ao personagem de Robin Williams, do original. E por falar no original, o longa ganha poucas homenagens e referências.

Com boas sequências de ação, como a fuga de uma manada de rinocerontes, e eficientes efeitos visuais, Jumanji: Bem Vindo à Selva peca apenas pelo insistência em repetir e explicar para o público coisas explicitamente óbvias e pelo grave erro de continuidade envolvendo o cabelo de Jack Black, que vai de castanho e longo para loiro e curto do nada.

Jumanji: Bem Vindo à Selva é um alívio para aqueles (eu incluso, não sou mentiroso) que esperavam uma bomba caça-níqueis. É uma das melhores comédia do ano que agradará pessoas de várias idades e gostos; afinal, a fórmula The Rock+ação+comédia+franquia consolidada é mais do que garantia de sucesso. Com o sucesso vindouro, Jumanji voltará aos cinemas mais vezes para compensar o tempo perdido. Infelizmente, sem Robin Williams.

 

Nota: 

2 thoughts on “Análise | Jumanji: Bem Vindo à Selva

  • 31 de December de 2017 at 20:03
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    Amei o filme.💜
    Superou expectativas.

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  • 6 de September de 2018 at 13:34
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    Eu também pensei que era uma boa produção. É um ótimo filme porque combina comédia, ação, aventura e um pouco de romance. Eu gostei muito. Eu acho que o sucesso de Jumani Bemvindo A Selva é muito devido ao grande elenco, é bastante reconhecido por seu excelente trabalho. Eu particularmente adorei o desempenho de Jack Black, já que ele é quem, sem dúvida, acrescenta um toque de brilho à história. Eu definitivamente recomendo.

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