Análise | A Forma da Água

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Antes de falar de A Forma da Água (The Shape of Water), é necessário compreender a carreira do diretor Guillermo del Toro, a mente responsável pelo roteiro, produção e direção do filme. O mexicano de 53 anos é conhecido por filmes de fantasia sombria e ganhou destaque em 2001 depois de produzir o insano A Espinha do Diabo, um terror que se passa na época da Guerra Civil Espanhola. Nos anos seguintes, assumiu Blockbusters como Blade 2 e Hellboy, mas foi em 2006 com o sombrio O Labirinto do Fauno que seu nome explodiu no mercado mundial: o longa foi indicado a seis categorias do Oscar, incluindo melhor filme estrangeiro, e faturou metade das categorias indicadas (direção de arte, fotografia e maquiagem).

Depois desse sucesso, Del Toro ainda dirigiu a sequência de Hellboy em 2008, mas deu uma pausa na direção e se dedicou a carreira de produtor, momento em que fez grandes trabalhos pela Dreamworks, como A Origem dos Guardiões, Festa no Céu, Kung Fu Panda 2, entre outros.

Os anos negros do diretor foram os de 2013 e 2015, onde dirigiu Círculo de Fogo e o péssimo A Colina Escarlate. Se você não conhece nenhum dos filmes citados acima, vale a pena conferir O Labirinto do Fauno. Você pode, também, clicar nos nomes pra conferir os trailers deles e ver o quanto o diretor é apaixonado por monstros, fantasias e suspense.

Mais uma criatura da mente de Del Toro

Falei muito do diretor para mostrar que em momento algum eu usei a palavra AMOR ao me referir a qualquer um dos filmes acima. E foi exatamente esse fator que me incomodou no tão falado e já premiado A Forma da Água. Não estou dizendo que Del Toro não podia se reinventar, claro que não, afinal estamos falando de um cara que fez filmes de monstros e partiu pra animações fofinhas. Mas acredito que em alguns momentos o filme força um pouco a barra, ao mostrar o relacionamento entre Elisa (Sally Hawkins) e o monstro do pântano versão cool, pois não é apenas um ideal de príncipe encantado que a faxineira enxerga no monstrengo: os dois chegam até as vias de fato e tudo isso é mostrado (e considerado) de maneira normal para o público.

As personagens Elisa (Sally Hawkins) e Zelda (Octavia Spencer)

Não posso tirar o mérito do filme, que é muito bem dirigido e produzido pelo sonhador Del Toro. O elenco principal está em ótima sintonia, a ponto de vibrar quando a protagonista manda o irritante e asqueroso policial Strickland (Michael Shannon) se fuder. O longa tem cenas fortes ao mostrar o racismo, homofobia e machismo predominantes na década de 60, onde os Estados Unidos passava por grandes conflitos políticos devido à Guerra Fria.
As personagens Zelda (Octavia Spencer), Giles (Richard Jenkis) e o doutor Hoffsteler (Michael Stuhlbarg) também são fundamentais para o sucesso do longa, que deverá receber várias indicações ao Oscar desse ano, mas que não é, na minha humilde opinião, um dos merecedores ao prêmio.

Fique ligado em nosso portal, pois estamos preparando um especial do Oscar 2018 com análises de todos os filmes indicados a premiação, lives em nossas redes sociais e também um podcast especial.
Se já viu o filme deixa nos comentários o que achou, se gosta ou não do estilo do diretor Guillermo del Toro, e segue as redes sociais da MaxCon.
 
Nota: 

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