Análise | O Destino de Uma Nação

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Uns três meses atrás assisti ao trailer de “O Destino de uma Nação” e não reconheci que o ator que interpretava Winston Churchill era ninguém menos que Gary Oldman

O ator britânico de 59 anos é conhecido como um0 camaleão no mundo da sétima arte graças aos diversos papeis interpretados. Ele já foi o inesquecível comissário Jim Gordon na trilogia Batman do diretor Christopher Nolan, o cativante Sirius Black na saga Harry Potter e, ainda, o poderoso Conde Drácula do diretor Francis Coppola, bem como outros grandes sucessos.

Oldman dá, mais uma vez, aula de interpretação como o primeiro ministro Winston Churchill em “O Destino de uma Nação”. Os pequenos detalhes fazem toda a diferença: a respiração cansada, as mãos trêmulas, a entonação (sereno ou explosivo, sempre no momento certo) e até o jeito de andar fazem com que os prêmios ganhos pelo ator e todas as indicações sejam mais que merecidas.

Gary Oldman é Winston Churchill

O longa dirigido por Joe Wright (Desejo e Reparação) se passa na década de 40 e mostra a trajetória de Churchill desde a posse como primeiro-ministro da Grã-Bretanha até a sua estratégia em confrontar todo o parlamento para não assinar o acordo de paz com a Alemanha e Itália, bater de frente com os ideais de Hitler (onde ele chama de garotinho mimado) e seguir em frente com sua estratégia na batalha de Dunkirk para retirar as tropas inglesas de uma situação dada por vários especialistas como perdida.

Não gosto muito de entrar em áreas técnicas, mas a edição do longa é sensacional, o roteiro é muito bem amarrado, a maquiagem incrível e a fotografia é fantástica.

“O Destino de uma Nação” ganha todos os méritos graças a uma excelente equipe técnica e a brilhante atuação de um único ator (Gary Oldman), já que o restante do elenco é apagado e sem expressão, e faz com que todos os fatos de um momento histórico da segunda guerra mundial se transformem em um filme que prende a atenção do começo ao fim.

Dica: Veja antes o longa Dunkirk do diretor Chirtopher Nolan, para ter uma maior empatia com o filme e entender melhor a luta dos ideais do primeiro ministro.

Nota:

 

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