Análise | Blacksad

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Imagine se o filme Zootopia fosse transportado para um mundo paralelo noir e realista. É o que acontece em Blacksad, essa incrível historia em quadrinhos no melhor estilo europeu. Trazida de volta pela editora Sesi-sp, já que a Panini não publicou a série completa, parando no segundo volume em 2006.

Esse primeiro volume nos é apresentado o mundo como o “nosso” no anos 1950, e apesar de serem animais, você pode notar muito facilmente o racismo que eles criticam sem precisar mostrar uma determinada cor de pele, que por sinal é uma sacada fantástica como isso é feito. Juan Diáz Canales escreve o roteiro como ninguém, mostra uma história simples, prática e sem pretensão de ser um épico. Apesar de que em alguns momentos deixou a desejar, justamente por ser simples demais, entretanto não desmerece a qualidade da narrativa. A segunda metade da dupla criativa, não podemos esquecer de Juanjo Guarmido, o ilustrador que deu vida, pelo menos visualmente, a Blacksad. Com uma narrativa belíssima pintada em aquarela e um desenrolar gráfico tipicamente europeu Guarmido nos mostra o mundo complexo e cheio de detalhes dessa trama noir. Trabalhando mundo bem as expressões faciais ele conduz a historia se privando até de onomatopeias, coisa que é comum no quadrinho europeu, mas que em certo ponto do quadrinho, próximo ao final desse volume, era necessário, pelo menos uma insinuação sonora, o que me deixou um pouco chateado, mas nada que tornasse a arte descartável. Concluindo, uma obra do quadrinho europeu, não deixe passar.

Nota:

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