Análise | Com Amor, Van Gogh

Rate this post

Vincent Van Gogh é um dos maiores artistas da história e a animação Com Amor, Van Gogh traz uma homenagem belíssima, animada com a mesma técnica utilizada pelo pintor: a pintura a óleo. O filme é composto por milhares de quadros pintados à mão por uma equipe de 100 artistas e se passa um ano após a morte de Vang Gogh, quando o jovem Armand sai numa jornada para entregar a última carta do pintor.

Com Amor, Van Gogh é um deleite para os apreciadores de arte. A trilha sonora composta por Clint Massell, responsável também pela trilha de Cisne Negro, e o texto repleto de diálogos poéticos casam perfeitamente com os desenhos precisamente pintadas no estilo das obras pintadas por Van Gogh. Se o objetivo aqui era o de entregar uma obra de arte… mission accomplished.

O filme recria os últimos momentos da vida do artista através de depoimentos dos moradores da vizinhança onde ele vivia, aproveitando para mostrar como a depressão pode afetar uma pessoa e como aqueles que estão ao redor podem influenciar na melhora ou piora dessa doença (que só cresce entre a população do século XXI, por sinal). Esse é o maior mérito do roteiro do filme. Poucos são os que conseguem trazer essa abordagem de uma maneira tão sensível.

É difícil esse tipo de animação, com temática mais adulta, vencer o Oscar de animação, ainda mais quando se tem a Pixar entre os concorrentes. Foi assim com Persépolis em 2008, quando Ratatouille venceu, e com Valsa com Bashir em 2009, quando nem mesmo foi indicada. Certamente se repetirá este ano, pois há um perfil definido para vencedores nessa categoria e isso não mudará tão cedo.

No mais, Com Amor, Van Gogh é um ótimo filme com um visual incrível, uma abordagem da depressão exemplar e um desfecho tocante. É guiado quase em tom investigativo, o que prejudica um pouco o início, mas traz um bom ritmo para o filme.

Leave a Reply

%d bloggers like this: