Análise | The Post – A Guerra Secreta

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Em 2016 foi eleito nos Estados Unidos um dos presidentes mais controversos da história do país. Foi esse mesmo cara de pele alaranjada que resolveu entrar numa briga com a imprensa americana. O que isso tem a ver com o filme em análise? Tudo!

O premiado diretor Steven Spielberg mostra em “The Post – A Guerra Secreta” que não é de agora que os jornalistas americanos são a favor da liberdade de imprensa, e que mesmo com documentos tão valiosos em mãos, capazes de prejudicar o próprio governo, sempre estiveram dispostos a mostrar ao público a verdade que na maioria das vezes é escondida pelos que comandam a casa branca.

A história do filme tem como foco o Pentagon Papers, documento publicado pelo The Washington Post que continha diversas informações militares sigilosas sobre as ações dos EUA no Vietnã. É devido a esse fato que o filme se torna envolvente, principalmente por causa da troca de diálogos entre Katharine Graham, proprietária do jornal The Washington Post, e Ben Bradlee, editor chefe do jornal.

Ben Bradlee é editor chefe do jornal The Washington Post

Katharine é interpretada pela incrível Meryl Streep, que com uma atuação incrível mereceu receber sua vigésima primeira indicação ao Oscar, o que não aconteceu com o injustiçado Tom Hanks que faz de maneira brilhante o papel do editor chefe Bem Bradlee. Mesmo sabendo que a estatueta já irá para o ator Gary Oldman em “O Destino de uma Nação”, fica a indignação por Hanks não ter sido nomeado.

Apesar de longo e repleto de diálogos, o filme tem uma história que se desenvolve e prende o público, pois ver os bastidores da época – de bajulações e troca de favores dos jornais com governantes até o crescimento do The Washington Post – é incrível não apenas para estudantes de jornalismo ou profissionais do ramo, mas para quem curte uma boa película.

Tom Hanks e Meryl Streep juntos em The Post

Só pra deixar o filme mais legal de assistir, vale a pena lembrar que no começo do ano passado a atriz Meryl Streep trocou farpas nas redes sociais com o atual presidente americano devido às declarações dele sobre a imprensa e os artistas estrangeiros. Por conta de toda essa confusão, o diretor Steven Spielberg investiu alguns milhões do próprio bolso para lançar o filme o mais rápido e tentar concorrer ao Oscar.

Nota: 

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