Análise | Kong: A Ilha da Caveira

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O novo remake de Kong: A ilha da Caveira é dirigido por Jordan Vogt Roberts e se passa durante a segunda guerra mundial (nos seus primeiros minutos) e após a mesma, mais precisamente em 1971.  Nesta versão o Kong ainda não é o rei que o mundo conhece, mas isso é um mero detalhe diante do quão grandioso ele é, em todos os sentidos, pois essa é a maior versão do Kong já produzido nas telonas. O King Kong de Peter Jackson produzido em 2005 tinha cerca de 25 metros. Já em duas versões japonesas que Kong deu as cara, ele tinha cerca de 45 metros. O atual Kong mede aproximadamente 100 metros!  Está versão também é a porta de entrada para remake de outros monstros da Warner, detalhe que você pode conferir nos créditos.

No longa, pesquisadores descobrem uma nova ilha e meio que se inicia uma corrida contra o tempo…ou contra a Rússia, já que ninguém sabe quais recursos naturais podem ser encontrados nessa ilha e um satélite russo está  prestes a passar pela mesma. Partindo dessa premissa, temos o melhor filme de King Kong já produzido e falo isso sem medo. Aqui o espectador pode sentir como é estar dentro de um helicóptero durante uma tempestade de raios….ou coisa pior. O elenco é de grande peso, Samuel L. Jackson, Tom Hiddleston, John C. ReillyBrie LarsonJohn Goodman, John Ortiz, Thomas Mann e Shea Whigham dentre outros.

O destaque vai para Samuel L. Jackson e seu personagem que se encaixa muito bem no filme com boa motivação e justificativa, o que lhe garante uma excelente atuação. Thomas Mann também tem um ótimo desempenho durante a trama e um grande desenvolvimento. Já as participações de Tom Hiddleston e da Brie Larson foram meio que vagas. Não me entendam mal fãs de Loki, mas ao sermos apresentados a o Capitão James Conrad(Hiddleston), temos a ligeira impressão de que ele é quase um Bill Johnson (personagem de Johnny Messner  em Anaconda 2 – A Caçada Pela Orquídea Sangrenta) mas não vemos nada de memorável até o personagem empunhar uma espada. Já Weaver vivida por Larson, vencedora do Oscar de melhor atriz principal por sua atuação em O Quarto de Jack, tira fotos, dispara sinalizadores e só. Mas isso em nada prejudica o filme ou a atuação dos mesmos. Só é nítido que os dois foram personagens mal aproveitados, gente com potencial para fazer coisas grandiosas num longa como esse, que já vimos em atuações que se tornaram memoráveis, mas que aqui não foi o caso. Mesmo assim, como dito anteriormente, a qualidade do filme não cai por conta do mal aproveitamento desses dois. O filme é muito bom mesmo, com cenas perfeitas de ação, humor na medida e no tom certo que nos diverte, nos empolga e o que fica é a ansiedade para a continuação.

Kong também tem suas inspirações em muitos outros filmes. O cartaz de lançamento é uma clara homenagem a Apocalypse Now, por exemplo, e o filme em si tem pontos similares ao longa de 1979. Kong lembra bastante outras grandes produções de sucesso como Círculo de Fogo, Jurassic Park e filmes da cultura japonesa.  O próprio Kong tem seu design inspirado no King Kong de 1933 e na adaptação japonesa da década de 1960.

Agora é esperar o King em sua próxima continuação que terá um rival a altura, ninguém menos que Godzilla, mostro nipônico que lutara contra o Kong em 2020. Já assistiu Kong? Tem algum detalhe a acrescenta sobre a fera da Warner? Deixe aqui nos comentários o que você achou do filme.

 

Nota: 

 

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