Anáise | A Grande Jogada

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É muito comum no mundo do cinema identificarmos algumas características de trabalho que se tornam uma assinatura pessoal tanto em diretores (como o excesso de Sangue nos filmes de Tarantino) e atores (como o caricato Johnny Depp) e parece que os roteiristas estão deixando sua marca também, como é o caso do já premiado e conhecido Aaron Sorkin, responsável por levar as telonas o filme A Grande Jogada.

Aaron Sorkin sempre está envolvidos em filme de diálogos impressionantes e tem um cuidado imenso em não deixar brechas em seu roteiro. Foi assim ao adaptar Jogos do Poder (Charlie Wilson’s War) lançado em 2007, que conta a história do congressista texano, Charlie Wilson (Tom Hanks), que financiou a guerra secreta da CIA contra a antiga União Soviética no Afeganistão.  O longa levou teve várias indicações e Sorkin faturou o Globo de Ouro por “Melhor Roteiro de Cinema” em 2008.

Roteirista Aaron Sorkin e a atriz Jessica Chastain

Em 2010 chega aos cinemas A Rede Social (The Social Network) um dos filmes mais comentados até hoje pelos fãs e leigos da sétima arte. O longa dirigido por David Fincher teve o roteiro de Aaron Sorkin que faturou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, Globo de Ouro de Melhor Roteiro de Cinema, Bafta de Melhor Roteiro Adaptado, Critic’s Choice Award de Melhor Roteiro Adaptado, entre outros prêmios. Foi literalmente o melhor momento da carreira do roteirista.

No ano seguinte o roteirista é indicado novamente para vários prêmios pelo filme O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball) com direção de Bennet Miller e o galã Brad Pitt como protagonista, porém Aaron Sorkin se contentou nesse ano apenas com o prêmio do Critic’s Choice Award de Melhor Roteiro Adaptado.

Após essa série de premiações cinematográficas o roteirista resolveu entrar de cabeça no universo televisivo e produziu a série The Newsroom da HBO que durou três temporadas. Logo em seguida decidiu voltar as telonas mas não apenas como roteirista e sim como diretor do sensacional A Grande Jogada (Molly’s Game).

O longa tem o foco em Molly Bloom, uma atleta de esqui no gelo que resolve abandonar o esporte devido a um acidente sofrido nas olímpiadas de inverno e mesmo tendo uma inteligência diferenciada de várias pessoas, resolve sair de casa por problemas com a família e desiste de ir para a faculdade de direito em Harvard para viver de maneira independente em Los Angeles. Nesse intervalo de tempo ela conseguiu um emprego em uma boate onde faturava U$450,00 por semana e virou secretária de um promotor de jogos de pôquer que lhe rendia uma gorjeta de U$750,00 por apenas uma noite na semana.

Após entender como funcionava todo o sistema da jogatina e levar um chute de seu patrão, Molly resolve montar o seu próprio esquema de jogos e se torna uma das mais importantes organizadoras do pôquer da região.

Molly Bloom em uma noite de jogos

Sempre preocupada com a Lei, Molly procurou advogados que asseguravam que suas atitudes eram totalmente legais, porém o que ela não esperava era que os frequentadores das noites de jogatinas tinham vários problemas com a polícia federal e eram procurados por vários crimes. Por isso Molly acaba se tornando um alvo dos federais norte americanos e precisa se defender de várias acusações para não acabar atrás das grades por crimes que não cometeu.

O filme tem a assinatura do diretor e roteirista Aaron Sorkin e isso é bastante notório seja pelos longos diálogos e flashbacks bastantes explicativos. Mas até mesmo as cenas que se tornam um pouco forçadas não tiram o mérito de sua indicação na categoria de Melhor Roteiro Adaptado do Oscar desse ano.

Minha indignação vai apenas para a não indicação da excelente Jessica Chastain (Molly Bloom) ao Oscar desse ano. A atriz que carrega o filme praticamente sozinha e deveria estar entre as indicadas na categoria de melhor atriz.

Jessica Chastain injustiçada por não ter sido indicada ao Oscar

Dica: Se você estiver com sono ou teve um dia muito cansativo no trabalho, é melhor ir pra casa descansar, pois as duas horas e vinte minutos do longa é praticamente todo com base em diálogos e zero ação. Eu acho muito legal esse tipo de filme que faz você sair do cinema querendo saber mais da história do longa, mas nem todos curtem o estilo oferecido pelo agora diretor e roteirista Aaron Sorkin.

Se já viu o filme deixa nos comentários o que achou e me segue no instagram clicando aqui (ou procura lá por @rafanoga), pois em breve irei sortear o livro baseado no longa por lá e também segue a @maxconpe em todas as redes sociais.

Nota:

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