Análise | Marshall

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O Pantera negra une-se a Olaf para defender Randall Pearson (This is us), da acusação de estupro contra a Mulher da chave mestra, em um julgamento cujo o advogado de acusação é o protagonista da série Legion e o juiz é o cuidador de “Babe o porquinho”.

Brincadeiras à parte, só esse breve parágrafo já mostra o quanto o filme dirigido por Reginald Hudlin é cercado de atores consagrados e estrelas em ascensão, porém como sabemos que nem só de atores bons se faz um, igualmente bom filme, Marshall não nos decepciona em prender na tela, e nos apresentar personagens carismáticos.

O filme é baseado em fatos, conta a história de Thurgood Marshall (Chadwick Boseman) que viria a ser o primeiro Juiz afro-americano aceito na Suprema Corte dos Estados Unidos e símbolo importante na justiça para os negros enquanto jovem durante o auge do período da segregação racial no País, na década de 30. 

Marshall se passa em um determinado ponto na vida do então ainda jovem Thurgood, enquanto ele advogava pela NAACP (Associação Nacional para o progresso de pessoas de cor), defendendo casos onde negros eram acusados por crimes, sem as vezes ter provas suficientes, impedindo-os dessa forma, de ter um julgamento justo. Pra ser mais exato, a trama gira em torno do julgamento de Joseph Spell (Sterling K. Brown) acusado de estupro e tentativa de assassinato de sua chefe, uma socialite branca (Kate Hudson) na cidade de Greenwich, no Estado de Connecticut.

O caso tornou-se um divisor de águas para a vida deste e de outro personagem, Sam Friedman (Josh Gad), um advogado Judeu especialista em seguros, mas que é posto na situação de se tornar parte integrante da equipe de Thurgood em um caso de especialidade criminal. O personagem de Josh tem uma subtrama interessante que acompanha a reviravolta na sua vida perante a sociedade Judia de Greenwich, vale lembrar que o filme se passa no período de início da segunda guerra mundial. As diferenças entre o Judeu e o Afro-descendente se encontram no que se refere a descriminação, e em algum momento do filme isso se faz presente de maneira única e bonita.

As descobertas e reviravoltas no caso, bem como as situações pessoais de ambos os personagens ditam o foco, tornando-se o centro das atenções desse drama biográfico, onde a escolha por um estilo noir com pé no black expoitation, trazem um certo charme ao teor com o que o filme é conduzido, apontando desde o início o protagonismo do personagem do Chadwick, e com trilhas de jazz que caem muito bem com o figurino e em algumas situações de tensão.

Marshall que concorre no Oscar com melhor canção original, ainda não tem data de estreia confirmada no Brasil, mas vale ficar de olho em mais esse filme, especialmente para quem quiser conferir a performance do ator de Pantera negra para longe dos limites de Wakanda.

 

 

2 thoughts on “Análise | Marshall

  • 23 de February de 2018 at 00:46
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    Muito interessante, me lembrou um pouco aquela série premiada “America’s Crime Story – The people vs OJ Simpson.

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    • 8 de March de 2018 at 00:23
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      Tirando a época que eram distintas, e as acusações, o clima lembra. Mas fica por aí! Mas a série é sensacional.

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