Análise | Capitão América: Guerra Civil

5 (100%) 1 vote

Décimo terceiro filme do Universo Marvel Cinematográfico, esse que está entre os melhores até então lançados é o terceiro filme solo do Capitão América e que nos traz pela primeira vez a versão cinematográfica do vilão Zemo, odiados por alguns (fãs?) compreendido por outros. Nos traz também o herói e futuro rei de WakandaPantera Negra (que já tem sua análise aqui no MaxConPe). Após uma missão não tão bem sucedida dos novos Vingadores, uma explosão acionada por Rumlow fere gravemente alguns civis. Baseado nesse acontecimento e nos eventos ocorridos em Nova YorkWashington e Sokovia, os heróis são apresentados ao tratado de Sokovia, criado pela Organização das Nações Unidas, limitando as ações dos mesmos e fazendo com que eles só entrem em ação quando solicitado.

Obviamente, o tratado divide os vingadores entre os que concordam que os heróis precisam ser supervisionados e os que acham que limitar a ação dos heróis traria um risco muito maior a sociedade. Paralelo a isso, o Capitão tem que lhe dar com uma perda importante e o retorno de um amigo acusado de atentado terrorista e assassinato. Apesar de ter constante momentos de humor em todos os filmes do universo cinematográfico Marvel, os filmes do sentinela da liberdade são levados mais a sério, com o mínimo de alívio cômico, ainda que neste terceiro filme do herói, os momentos de riso estão mais constantes do que em Soldado Invernal ou em O Primeiro Vingador. O longa tem sua história mudada em relação ao quadrinho, mas nada que desagrade qualquer fã (com exceção da origem de um certo vilão). Temos também a tão sonhada participação do Homem Aranha no UCM, algo que era pedido a muito tempo pelos fãs e motivo de muitos memes na internet.

A direção do filme fica por conta de Anthony RussoJoe Russo enquanto o ótimo roteiro é de Christopher Markus e Stephen McFeely. O longa é o primeiro a ter mais personagens presentes num único filme, o que gerou muita preocupação por acharmos que alguns desses personagens fossem mal aproveitados, questão que é automaticamente sanada no decorrer da história. Cada herói tem seu devido tempo em tela para brilhar, claro que uns são mais aprofundados no roteiro, mas até coadjuvantes como Rhodes, Falcão, Visão e Wanda tem seus bons momentos. Talvez não o Ossos Cruzados, mas o papel vilanesco representado por Zemo compensa. Odiado por alguns mais que o Mandarim de Ben Kinsgley por não lembrar o nazista inimigo do Capitão nos quadrinhos, o personagem inteerpretado por Daniel Brühl ganha uma versão mais humanizada e que representa o quão as pessoas normais são afetadas pelas ações dos Vingadores.

Diferente das diversas batalhas grandiosas do arco escrito por Mark Millar, onde dezenas de personagens se digladiavam, Capitão América: Guerra Civil consegue cumprir bem esse quesito. Desde a perseguição a Bucky em Berlim até o embate final entre o Capitão e Tony Stark, passando pela ótima luta no aeroporto, os irmãos Russos demonstram um domínio nas cenas de ação. Porém falta um pouco de ousadia, visto que não houve baixas mortais durante a projeção, provando que a Marvel não tinha coragem de chocar uma parcela do público que só vai ao cinema e que consume brinquedos (ler quadrinhos que é bom…). Confesso que não ter tirado Rhodes de cena ou pelo menos sugerir a morte do Capitão, já que na saga dos quadrinhos ele é assassinado depois de preso, impediu o longa de ser um grande diferencial no gênero. Basta lembrar de como terminou Batman: O Cavaleiro das Trevas para saber que finais pessimistas podem render obras-primas.

Com um elenco dedicado, excelentes efeitos especias e eficaz introdução de novos personagens, Capitão América: Guerra Civil é um dos mais grandiosos do estúdio e também um dos melhores. Ainda que comprove o quanto o estúdio coloca diversos empecilhos para alcançar um resultado melhor. Mas sobra diversão de primeira e reflexões sobre o que até onde um herói pode agir.

rNota:

Leave a Reply

%d bloggers like this: