Analise | A Melhor Escolha

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Achou que eu ia falar de filme de robô gigante? Achou errado! Voltei para falar do drama A Melhor Escolha (Last Flag Flying) filme do diretor Richard Linklater que tem no elenco Steve Carell , Bryan Cranston e Laurence Fishburne. O diretor é conhecido por dirigir e roteirizar os filmes “Antes do Amanhecer”, “Antes do Pôr do Sol” e “Antes da Meia-Noite”, sem esquecer de “Boyhood“, longa que foi filmada durante 10 anos e mostrou o crescimento real do ator Ellar Coltrane e que teve varias indicações nas principais cerimonias no ano de 2015.

 

Todos os filmes citados acima têm uma narrativa lenta, não se desenvolvem de maneira dinâmica e no final são sempre marcados por diálogos com pausas intermináveis. Ao ser escalado para assistir A Melhor Escolha pensei que seriam duas horas de um longa com falas sem contexto, mas me surpreendi positivamente com um bom roteiro repleto de  mensagens que nos permite refletir de várias formas em uma mistura de sentimentos.

 

A história se passa em 2003 e gira em torno do personagem Larry (Steve Carell) que resolve ir atrás seus antigos companheiros da Marinha Americana Sal (Bryan Cranston) e Mueller (Laurence Fishburne), onde não tinha contato há vários anos, para pedir um favor: ir ao enterro de seu filho que foi morto na guerra do Iraque.

 

O enredo que parecia ser simples se torna bem envolvente ao descobrirmos que o governo americano inventou uma história absurda e mentiu sobre a morte do jovem filho de Larry, o que alimentou um profundo sentimento de revolta em todos os companheiros que resolvem ajudar o pai solitário a enterrar seu filho da maneira que ele gostaria que fosse ocorrido.

 

O que mais me deixou surpreso foram as atuações de Steve Carell e de Bryan Cranston. O primeiro já se enveredou de vez para o lado do cinema “mais cabeça” e deixou seus personagens de comédia de lado, pois é incrível como ele consegue transmitir apenas com um pequeno gesto ou um olhar toda dor e drama de um pai que perdeu seu filho de maneira estúpida e não teve oportunidade de se despedir.

 

 

Já o eterno Walter White, mostra uma versatilidade sensacional ao interpretar um sargento aposentado da marinha que não conseguiu superar seus traumas na época da guerra do Vietnã. Ele não casou, nem teve filhos, simplesmente abriu um pequeno bar em uma cidade americana onde resolveu esquecer seus medos através da bebida. Mesmo ele estando praticamente todas as cenas acompanhado de um copo de bebida, seu personagem não se torna um cara chato ou inconveniente, pelo contrário, os momentos de mais fidelidades aos amigos são demonstrados através de suas atitudes que em certos momentos acaba se tornando um alívio cômico.

 

Um filme que não é deve ser visto após uma longa jornada de trabalho e nem em caso de cansaço extremo, mas se você estiver afim de ver algo que vai te fazer refletir através dos temas do nosso cotidiano, “A Melhor Escolha” é uma ótima pedida.

 

Nota:

Trailer:

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