Análise | La Casa de Papel – Parte 2

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A segunda parte desse que é um dos títulos no catálogo da Netflix mais comentados atualmente no Brasil veio para fazer a conclusão da trama do já conhecido grupo que sequestrou a Casa da Moeda da Espanha com o intuito de produzir uma grande quantidade de dinheiro. A essa altura já sabemos quais são os planos do Professor e o cliffhanger deixado pela primeira parte aparentemente o deixa em cheque. Será?

Assim como foi na primeira metade, foi possível encontrar aqui bons trabalhos de direção aliados a um elenco fraco e um roteiro que desenvolve mal seus personagens. A segunda parte entregou cenas muito cafonas, ainda mais que a primeira, como a cena que encerra a série, fazendo alusão ao primeiro encontro entre Raquel e o Professor, e algumas delas muito provavelmente se tornarão ícones da série, como a reentrada da Tóquio numa moto, um absurdo sem limites.

Vale destacar que, apesar da cena final ser bem qualquer coisa, o roteiro encontrou uma forma inteligente de concluir o grande plano. A montagem escolhida para promover a saída do grupo foi um acerto inesperado para o rumo que a série havia tomado, talvez o melhor momento da série. Outro ponto positivo é a motivação autêntica para o crime, explicado sem apelar para o didatismo, transformando assim toda a trajetória da detetive Raquel Murillo em uma evolução, além de deixar o telespectador reflexivo (pelo menos eu fiquei).

Porém, não há Nairóbi começando o matriarcado que nos faça perdoar todo o arsenal de cenas bregas, romances construídos do nada, subtramas abandonadas e sobretudo o desfecho do personagem Berlim, uma completa bagunça sem sentido. Foi uma parte com mais baixos que a primeira, inclusive praticamente anulando o que havia sido deixado como gancho, mas também houve mais pontos altos. No fim o saldo é o mesmo e é assim que nos despedimos de La Casa de Papel, cantando em coro BELLA CIAO, BELLA CIAO, BELLA CIAO CIAO CIAO!

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