Aniversário da Batalha de Hogwarts

Aniversário da Batalha de Hogwarts

2 de May de 2018 0 By Mariana N.
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No dia 02 de maio de 1998, há exatos vinte anos, ocorria a histórica Segunda Guerra Bruxa, que muito ensinou aos fãs sobre perseverança, fidelidade e o amor e lealdade como componentes chaves de suas ações. Também conhecida como Batalha de Hogwarts, foi o culminar do embate que findaria os horrores ocasionados por Lord Voldemort e teve como palco a Escola de Magia e Bruxaria. A relevância da data de hoje nos traz o espaço para relembrar as perdas e lições oriundas do acontecimento.

A Batalha de Hogwarts não foi responsável apenas por demonstrar a força da magia das trevas. Sua existência concretizou a união da comunidade bruxa na persecução da paz há muito interrompida pelo Lorde das Trevas, demonstrando que diferenças, rancor e interesses divergentes não devem motivar a apatia com relação às tragédias. O mais impressionante da mensagem passada por J. K. Rowling é a atemporalidade, além da capacidade de se coadunar com situações do presente (ou quer dizer que intolerância e guerra em busca do sobrepujamento de poderes não soam familiares?).

            Vale ressaltar, ainda, a lindíssima atuação de Minerva McGonagall durante a batalha (que, inclusive, rendeu uma das cenas mais lindas de todos os filmes, na minha opinião), utilizando o feitiço piertotum locomotor para invocar as estátuas a cumprir o dever de proteger o castelo. As múltiplas facetas de atuação que levaram à caída de Voldemort englobam, ainda, Narcisa Malfoy, Hagrid (ao carregar o supostamente morto Harry no colo, às lágrimas), a bravura de Neville e o protagonismo de todos os que permaneceram de pé diante da magia negra.

            O aniversário da guerra é, ainda, um momento de reflexão diante das perdas advindas do acontecimento. Com história controversa, Severo Snape perdeu sua vida tragicamente através das presas de Nagini. Estudantes tiveram sua breve vida ceifada, deixando como legado a coragem de lutar contra forças muito superiores as suas próprias, como Colin Creevey e Lilá Brown. Fred Weasley teve uma das mortes mais lamentadas de todas, com uma descrição melancólica, bem como as de Remo Lupin e Ninfadora Tonks, que destruíram os corações dos fãs.

No entanto, muito mais do que sentir pesar pelos que foram, a Batalha de Hogwarts, mesmo que fictícia, nos impele a comemorar pela bravura dos que tentaram. Por aqueles que mesmo diante das parcas possibilidades de êxito e em tempos onde as crenças fraquejaram, permaneceram fiéis ao que acreditavam. Rony, Hermione, Neville, Gina e tantos outros que mantiveram sua lealdade não apenas a Harry (mesmo após se conformar com sua suposta morte), mas ao bem. Por mais piegas que possa parecer, em tempos onde a benevolência é sobrepujada pelo individualismo e o rechaçar das diferenças, os ideais primários de amor e paz pregados por J. K. Rowling soam até inovadores.

Vale ressaltar que J. K. Rowling, através do twitter, pede desculpas pelas mortes no dia 02 de maio desde 2015, começando com Fred Weasley e, depois, Remo Lupin e Severo Snape. Este ano, J. K. pediu desculpas pela morte de Dobby, que, segundo ela, “não morreu durante a Batalha de Hogwarts, mas deu sua vida para salvar as pessoas que amava”.

Neste dia, de grande significado para os fãs de Harry Potter, celebremos a vida dos que permaneceram e guardemos em nossos corações aqueles que tiveram sua morte permeada por bravura. E que levemos esses ensinamentos para a vida real, num claro ensinamento de lealdade, tolerância e união.