Análise | Trilogia do Infinito – parte I | Em busca do poder

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Para celebrar a épica aventura cinematográfica da Marvel, Vingadores – Guerra Infinita (cuja análise pode ser conferida aqui), MaxConPE abre a análise da história dos quadrinhos que inspirou a produção, a saga do Titã louco criado por Jim Starlin, Thanos: a Trilogia do Infinito. Mas, para adentrarmos nessa obra colossal, precisamos antes conhecer o prólogo que deu início a toda a mega saga, a série em duas edições Em Busca do Poder.

Nela, vemos Thanos, que é descrito como herdeiro dos deuses do Olímpo, orbitando Saturno, lugar onde fica Titã, lar do vilão. É lá que ele contempla sua maior chance de, finalmente, cumprir seu objetivo de conquistar o grande amor de sua vida, a Senhora Morte, uma entidade cósmica que tem por função balancear a vida no Universo.

A Morte deseja a extinção da vida de metade da população do Universo, e para conseguir tal feito, Thanos parte em busca de seis joias espirituais, as joias do infinito. Elas jazem com cinco indivíduos que não conhecem o poder que têm em mãos: o Intermediário, possuidor da joia de Adam Warlock, a da alma, mas preso de Lorde Caos e Mestre Ordem; o Campeão, um guerreiro dono da joia do poder, que sobrepuja a todos pela força em uma guerra que nunca termina; o Jardineiro, um ser cujo maior propósito é cultivar a beleza de seu jardim, utilizando para isso a joia do tempo; o Colecionador; o Corredor e o Grão-Mestre, respectivamente com a joia da realidade, espaço e mente.

É aqui, nesse prelúdio, que vemos a genialidade do titã. Cada joia requer uma estratégia diferente, um estudo de seu oponente que vai além do superficial. As sequências do Jardineiro e do Corredor são magistrais, mas o embate com o Grão-Mestre, o último da lista de Thanos e um estrategista tal como ele, é a chave de ouro da história de Jim Starlin.

Além da história, os desenhos de Ron Lim são de uma qualidade excepcionais. Especialmente na segunda edição, os painéis do monólogo de Thanos ao descrever o poder de cada uma das joias exige do leitor uma parada mais atenta para contemplar a riqueza de detalhes da página. O uso de super quadrinhos, como definido por Eisner, também serve à história, já que engrandece as dimensões de uma trama que se pretende uma epopeia cósmica. Roteiro e arte funcionam perfeitamente para contar a saga do titã louco em busca do amor da Morte.

Cada uma das 104 páginas que compõem as duas edições funcionam para contar, de forma única, uma história que mudaria para sempre o Universo dos heróis Marvel, e que vemos, 28 anos após seu lançamento, tomar as telas do mundo.

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