Superman: 80 anos, 1000 edições

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Em Abril de 1938, chegava às bancas uma revista em quadrinhos nunca antes vista: a Action Comics #1, que trazia algo muito novo. Um super-herói, mas não só isso; o primeiro super-herói! A capa mostrava um homem vestindo azul e vermelho, erguendo um carro com as próprias mãos e o quebrando numa pedra.

Só a capa trouxe a ação necessária para alguém aceitar o novo material, comprar e ler o que seria o início da Era de Ouro dos quadrinhos; o mundo não sabia, mas estava testemunhando isso. Apresentando além do Superman, Clark Kent, sua identidade secreta, definindo tudo o que o homem de aço é até hoje, seus personagens secundários, sentimentos e atmosfera.

80 anos depois, em abril de 2018, a Action Comics chega às bancas com sua milésima edição, que sendo coincidência ou não, é um ótimo meio de homenagear uma data tão importante para o personagem, trazendo uma seleção incrível de histórias inéditas por roteiristas e artistas de peso no mundo dos quadrinhos.

Umas das pequenas histórias que se encontram na edição é “the car”. Escrita por Geoff Johns e desenhada por Olivier Coipel, essa história é interessante, pois traz o que aconteceu depois da capa da primeira edição. Na Action Comics #1, Lois Lane é assediada por Butch, um tipo de valentão da época, ele e sua gangue a sequestram e fogem de carro. O que ninguém esperava era encontrar o Superman no meio da estrada, 

o Homem de Aço destrói o carro de Butch e o coloca pendurado num poste até a polícia chegar. Na nova história, nós vemos Butch colocando seu carro no conserto e tendo uma conversa franca com o Último filho de Krypton.

Outra história muito importante para mostrar o real propósito do Superman é “Faster than a speeding bullet”, uma história rápida e fantástica, que mostra o herói chegando para impedir uma morte enquanto uma bala é disparada.

Essas e outras história estão dentro da Action Comics #1000, que ainda não tem previsão para chegar ao Brasil, mas que já se disponibiliza online em inglês.

Muito mais que merecido para o homem que tem tudo, o herói que foi o estopim de tudo que conhecemos de super-heroi, não só nos quadrinhos, mas em todos os tipos de mídia. O primeiro em grandes coisas, várias tendências que vemos hoje nas histórias começaram com ele como por exemplo a morte de uma personagem título – não é a toa que quando ele morreu o povo do mundo inteiro se comoveu e virando notícia em jornais ao redor do globo – a mudança constante em pequenos detalhes no uniforme de batalha, os vários membros sendo adicionados a torto e a direita, familiares que se mostravam verdadeiros plot twists e afins.

80 anos bem vividos, e que venham mais 80.

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