Análise | Harry Potter e As Relíquias da Morte: Parte I

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A franquia Harry Potter sempre se destacou entre as demais franquias cinematográficas voltadas ao público infanto-juvenil. Mesmo que depois de O Prisioneiro de Azkaban a qualidade tenha caído, esta continuou sendo uma das poucas franquias que conseguem agradar além do público-alvo, até pela sua produção técnica impecável e um elenco de apoio bastante eficiente, o que se repete e vem até melhor em As Relíquias da Morte: Parte I. Apesar de seu início lento, prejudicando na longa duração da sessão, o filme se desenvolve de uma maneira bastante agradável. É bom ver que depois de fitas medianas, como foram ‘O Cálice de Fogo’, ‘A Ordem da Fênix’ e ‘O Enigma do Príncipe’, a saga tenha voltado tão bem para sua reta final.

O elenco principal vem em constante crescente e aqui atinge seu ápice, superando, inclusive, a performance no próximo filme. O fato do filme em vários momentos ser praticamente um estudo sobre a relação de Rony, Hermione e Harry, deu a oportunidade dos atores explorarem outras facetas de seus personagens, até então nunca visitados. Atuações coadjuvantes foram deixadas de lado para dar mais desenvolvimento a esses personagens e eles souberam aproveitar muito bem a oportunidade dada pelo roteiro, além da química entre eles ter colaborado muito para isso.

Assim como em O Enigma do Príncipe, o diretor David Yates entendeu a mensagem de que Hogwarts era coisa do passado e trouxe mais uma vez o tom sombrio que a situação exigia, exibindo um aspecto visual melhor do que qualquer outro já visto na franquia ‘Harry Potter’ e finalmente amadurecendo seu enredo. Após ter dirigido os dois piores filmes da saga, Yates está de parabéns, mesmo que tenha deixado a desejar com suas câmeras exageradamente trêmulas nas cenas de ação, e gerou altas expectativas sobre o capítulo seguinte, o qual encerra definitivamente a estória do jovem bruxo na tela grande.

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