Cinco quadrinhos para entender a Capitã Marvel

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A Internet e o mundo da cultura pop parou nessa quarta, 05/09, para conferir as primeira imagens oficiais do filme da Capitã Marvel liberada na revista Entertainment Weekly, e todos estamos mais que ansiosos para mais essa grande estreia de 2019. Se juntarmos ao final de Homem-Formiga e Vespa, o filme da Capitã promete ser uma preparação grandiosa para o que esperar em Vingadores 4. Contudo, não é somente como parte da ofensiva contra Thanos que Carol Danvers importa no Universo Marvel, dentro e fora das telonas. Nos quadrinhos, ela se tornou um dos ícones mais importantes da Casa das Ideias após os eventos que marcaram a segunda guerra civil entre heróis.

Por isso, e já aquecendo para 2019, a MaxConPE traz uma série com 5 indicações de quadrinhos para você conhecer a Capitã Marvel e se preparar para o filme, além de conhecer uma heroína com uma trajetória das mais interessantes entre os heróis.

Ms. Marvel #1 (1977)

Antes de ser conhecida como Capitã Marvel, Carol Danvers foi conhecida por outros codinomes, entre eles Binária, nascida na revista Uncanny X-men, que, pelas mãos do genial Chris Claremont, que mereceria todo um post, mas pelo conjunto da obra intergaláctica em que os X-men e pela revalorização de Carol após ter perdido seus poderes, roubados pela Vampira, contudo é nessa HQ que conhecemos Carol de volta ao manto  de Ms. Marvel, e para os iniciantes, os capítulos 1 e 2 dessa edição solo oferecem mais detalhes da origem da heroína. É interessante notar ainda que em Ms. Marvel #1, Carol é uma editora que trabalha no Clarim Diário, torna-se amiga de Mary Jane Watson e enfrenta, como primeiro inimigo, o Escorpião!

Outra coisa que vale a nota é o caráter feminista, se bem que tendo ainda o chamado male gaze, que é, grosso modo, o modo como os homens enxergam o feminismo. A Carol Danvers dessa HQ é uma editora de uma revista feminista do grupo do Clarim, e começa a discordar de JJ Jameson, ao passo que leva a revista para um direcionamento mais próximo aos interesses das mulheres da época, embora o próprio traje da Ms. Marvel ainda carregue traços de erotismo que não é mais uma demanda do movimento feminista hoje em dia.

 

In pursuit of flight (2012)

 

Um belo salto desde sua origem, não? Essa HQ, escrita por Kelly Sue DeConnick é importante por trazer Carol Danvers abandonando o codinome de Ms. Marvel e assumindo o nome de seu mentor Mar-Vell, como a Capitã Marvel, e dá a cara da personagem nos últimos tempos, o que provavelmente será exportado para seu filme no ano que vem. Na história, Carol, além de tomar o manto do Capitão Marvel para si, embarca em ma viagem temporal e reencontra sua mentora de pilotagem, o que a faz refletir sobre legados. Sinceramente, essa história não é muito ousada em termos de roteiro, com a viagem do tempo e tal, mas a história, a construção da personagem, e a batalha final de Carol na edição 6 com… bem não vou dar spoiler. Vale ainda a recordação da origem dos poderes pelo ponto de vista da própria Capitã Marvel. Épico.

 

Higher, Further, Faster, More (2014)

Esse arco prossegue a era DeConnick nas histórias de Danvers, mas dessa vez, expande suas possibilidades quando Carol decide abandonar a Terra para retomar sua herança Kree no espaço. Para mim, o arco mais interessante é a relação de Carol com os refugiados, resultado da destruição de outra saga da Marvel, Infinito, e é bem interessante como as questões diplomáticas e políticas são mais importantes aqui. A difícil decisão de abandonar parte de seu povo por conta de um capricho de um tirano realmente põe certo molho que prepararia a Capitã para outra de suas grandes aparições no universo dos quadrinhos.

 

Guerra Civil II (2015)

Essa mega-saga tinha tudo para ser um grande acerto. Tinha Brian Michael Bendis como roteirista. A Capitã, o Homem de Ferro, uma premissa incrível de embate moral, até mais complexo do que levou à primeira guerra entre heróis, a premissa de Philip K. Dick. A ideia era ótima: Se pudéssemos prever o futuro e seus crimes, deveríamos manter desse jeito ou deveríamos tomar as medidas cabíveis para que eles não acontecessem? Em suma, a saga tinha tudo… menos uma boa execução. Não vamos focar aqui nos problemas do arco, pois estenderia, e muito, o post. O que vale aqui é justamente a decisão de Danvers, como militar, de querer proteger a paz para que foi treinada, não importando o meios. Ela realmente incorpora o mantra “os fins justificam os meios”, mesmo sendo diferente do príncipe de Maquiavel, pois é extremamente devotada a suas crenças. Em uma história fraca, ela se destacou como alguém de fortes princípios, capaz de inspirar tanto quanto o próprio Capitão América. Estava certa? Leia a história e decida.

 

Poderosa Capitã Marvel (2017)

Após as consequências de Guerra Civil II, Carol ainda é atormentada pelo seu confronto com o Homem de Ferro, Carol Danvers agora tem que lidar com outro inimigo além dos habituais e ela mesma: a fama! A Capitã está em todos os holofotes, pois deseja inspirar de um modo positivo as pessoas da Terra. Contudo, os problemas continuam aparecendo, e ela é confrontada com um ataque Chitauri que leva direto a outra saga famosa da Marvel (se bem que longe de ser boa): Império Secreto. O relacionamento de Carol com a garota Hala e até mesmo a interação com seus poderes é algo que até os fãs da heroína desejariam ver no filme, ou pelo menos em uma sequência, e a escrita de Margaret Stohl é fluída e criativa para misturar drama, ação e humor, algo que a Capitã precisava desde Guera Civil. 

Então, ficam essas recomendações para você ir se aquecendo para o filme, que tem data de estreia para 6 de março do próximo ano. Enquanto não sai o trailer oficial, é sempre boa dica uma boa leitura.

E se você ainda não conferiu as imagens do filme, dá uma olhada no vídeo abaixo, ou em nosso Instagram @MaxConPE!

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